A tragédia ocorrida na Zona da Mata Mineira, nesta terça-feira (24), foi provocada por uma complexa combinação de fenômenos meteorológicos que resultou em chuvas de extrema intensidade em curto período. Em apenas quatro horas, choveu o volume que seria esperado para quatro dias inteiros, conforme explicou Alexandre Nascimento, meteorologista e diretor da Nottus Meteorologia, em entrevista ao CNN Prime Time.

De acordo com Nascimento, diversos fatores atmosféricos contribuíram para a formação das intensas precipitações. “É uma combinação de vários fenômenos meteorológicos. Nós temos uma frente fria bem afastada da costa, mas próximo ao litoral do sudeste. Nós temos fenômenos típicos de verão, como a Alta da Bolívia e também o vórtice ciclônico de altos níveis próximo da costa do nordeste”, detalhou o especialista.

Chuvas persistentes e solo encharcado

O posicionamento desses sistemas meteorológicos resultou na formação de uma grande área de nuvens muito intensas que permaneceu sobre a região de forma persistente. Em algumas localidades, foram registrados entre 150 e 180 milímetros de precipitação em apenas duas ou três horas. O acumulado mensal já havia atingido aproximadamente 500 milímetros antes deste evento extremo, o que significa que o solo já estava bastante encharcado.

“Em poucas horas você tem aí um volume de chuva muito elevado que cai sobre um solo que já está bastante charcado, bastante sensibilizado pelo excesso de chuva das últimas semanas”, explicou Nascimento. A situação é ainda mais alarmante quando consideramos que, segundo informações da prefeitura de Juiz de Fora, o acumulado em todo o mês de fevereiro chegou a 584 milímetros.

O meteorologista alertou que a situação permanece preocupante, pois as chuvas continuam ocorrendo com intensidade variável, mantendo o solo encharcado. “Entre quarta e quinta-feira tem uma outra frente fria que passa afastada da costa, mas já é o suficiente para aumentar um pouco a quantidade de chuva”, advertiu. O alerta do Instituto Nacional de Meteorologia vale não apenas para a Zona da Mata Mineira, mas também para o litoral de São Paulo e para o Rio de Janeiro.

Segundo Nascimento, a tendência é que no fim de semana as chuvas percam intensidade na região Sudeste e se desloquem mais para o norte do país, afetando principalmente o norte de Minas Gerais, o Espírito Santo e posteriormente o Nordeste. “Pelo menos até sexta-feira realmente preocupa bastante essa região, principalmente que já foi super atingida”, concluiu o especialista.



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