A empresária Patrícia Guerreiro, que mantém comércio às margens da BR-163, se manifestou contra o início da cobrança de pedágio no trecho entre Cascavel e Marmelândia, previsto para este domingo (23). Segundo ela, a medida começa enquanto a rodovia ainda está em fase de duplicação e com obras inacabadas.
A empresária relata preocupação com a falta de retornos adequados em determinados pontos da rodovia. “Hoje não tem retorno, tem beco para as pessoas retornarem, e isso é extremamente grave, extremamente preocupante”, afirmou.
Além da questão estrutural, Patrícia também questiona o valor da tarifa. De acordo com ela, o custo pode impactar diretamente trabalhadores e estudantes que dependem do deslocamento diário entre municípios.
“Eu ouvi um estudante dizendo: ‘Esse ano eu não vou poder estudar’. O ônibus que eu utilizo para ir até a faculdade em Cascavel vai custar muito caro. Isso é muito grave”, destacou.
Para a empresária, a cobrança pode gerar reflexos no desenvolvimento regional. Ela argumenta que o pedágio tende a desestimular novos empreendimentos e até o ingresso em cursos superiores, diante do aumento no custo de deslocamento. “A gente não pode impedir o desenvolvimento econômico e educacional. Pelo contrário, a gente tem que criar incentivo”, disse.
Patrícia também menciona possíveis impactos no comércio local. Segundo ela, o encarecimento das viagens pode afetar entregadores, fornecedores e consumidores, reduzindo a circulação de mercadorias e clientes entre cidades da região.
O trecho faz parte do novo modelo de concessão rodoviária no Paraná, que prevê duplicações e outras melhorias ao longo do contrato. Usuários defendem que a cobrança seja revista até que as principais obras estruturais estejam concluídas.
Thabata François sob a supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com
Fonte: PARANAGOV