Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente John F. Kennedy, revelou neste sábado (22) que foi diagnosticada com um câncer terminal, após seu médico informar que ela tem menos de um ano de vida.

Em um ensaio publicado na revista americana The New Yorker, a jornalista de 35 anos escreveu que recebeu, no ano passado, o diagnóstico de leucemia mieloide aguda (LMA), com uma mutação rara conhecida como Inversão 3, uma anomalia genética presente em menos de 2% dos casos de LMA.

Os médicos descobriram o câncer pouco depois de Schlossberg dar à luz sua filha, em maio de 2024.

“Eu não — não podia — acreditar que eles estavam falando de mim”, escreveu Schlossberg. “No dia anterior, eu tinha nadado 1,6 quilômetro na piscina, grávida de nove meses. Eu não estava doente. Não me sentia doente. Na verdade, eu era uma das pessoas mais saudáveis que eu conhecia.”

No ensaio, Schlossberg relata o processo exaustivo de tratamento, que incluiu várias rodadas de quimioterapia, dois transplantes de medula óssea e participação em dois ensaios clínicos.

Ela contou também que foi diagnosticada, em setembro, com uma variante do vírus Epstein-Barr, que “destruiu meus rins”, e que precisou aprender a andar novamente.

“Durante o último ensaio clínico, meu médico me disse que poderia me manter viva por um ano, talvez”, escreveu a neta de JFK.

Schlossberg, jornalista especializada em meio ambiente, é a segunda filha da ex-embaixadora dos EUA Caroline Kennedy e do designer Edwin Schlossberg. Tatiana Schlossberg e o marido, George Moran, têm um filho de três anos e uma filha de um ano.

Ela afirmou que seus irmãos — Rose, cineasta, e Jack, que anunciou neste mês sua candidatura ao Congresso americano — têm ajudado a cuidar de seus filhos e “seguraram minha mão sem hesitar enquanto eu sofria, tentando não demonstrar a dor e a tristeza deles para me proteger disso”.

Schlossberg relatou ter passado pelo tratamento enquanto seu primo, Robert F. Kennedy Jr., foi confirmado como secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Donald Trump, depois de concorrer à Presidência como independente: “motivo de constrangimento para mim e para o resto da minha família mais próxima”, disse.

Ela afirmou que os médicos do NewYork-Presbyterian e do Centro Médico Irving, da Universidade de Columbia, onde foi tratada, não sabiam se seriam afetados após o governo Trump retirar o financiamento federal de Columbia. “De repente, o sistema de saúde do qual eu dependia parecia pressionado, instável”, escreveu Schlossberg. Posteriormente, a universidade firmou um acordo com o governo Trump para restaurar os recursos.

Schlossberg afirmou que lamenta adicionar mais um capítulo à história de tragédias de sua família, que inclui o assassinato de John F. Kennedy, em 1963, e o assassinato de seu tio-avô, o ex-procurador-geral Robert F. Kennedy, em 1968.

“Durante toda a minha vida, tentei ser boa, ser uma boa aluna, uma boa irmã e uma boa filha, e proteger a minha mãe para nunca deixá-la triste ou com raiva”, escreveu. “Agora eu acrescentei uma nova tragédia à vida dela, à vida da nossa família, e não há nada que eu possa fazer para evitar isso.”



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