O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, deflagrou, nesta terça-feira (3), a Operação Aruana, ação voltada ao combate ao tráfico de animais silvestres em cinco estados brasileiros.
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão contra 39 investigados por crimes contra a fauna silvestre, falsidade e participação em organização criminosa no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e na Bahia.
No Rio Grande do Sul, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Em Santa Catarina, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, com dois autos de prisão em flagrante. No Paraná, foram três mandados de busca e apreensão. Em São Paulo, 16 mandados de busca foram cumpridos, com três autos de prisão em flagrante. Na Bahia, foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Em Santa Catarina, foram apreendidos um macaco-de-cheiro, quatro quelônios (espécie de tartaruga), quatro emus e 72 aves, entre araras, tico-ticos, sabiás, canários e outras espécies.
Em São Paulo, foram apreendidas 63 aves, um macaco-prego e nove cães.
No Paraná, foram apreendidos um macaco e quatro aves.
Na Bahia, foram apreendidas sete aves.
A operação também conta com dois médicos-veterinários disponibilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que permanecem de plantão para orientar as equipes em situações que envolvam o manejo dos animais.
O material apreendido durante as diligências foi encaminhado à Polícia Científica. As evidências serão analisadas e devem auxiliar no aprofundamento das linhas de investigação, na identificação de outros possíveis envolvidos e no mapeamento da atuação de eventual rede criminosa.
O nome “Operação Aruana” foi escolhido por remeter ao combate ao tráfico de animais silvestres. De origem tupi-guarani, o termo significa “sentinela da natureza”, evocando a ideia de proteção permanente e vigilância sobre o meio ambiente.
*Sob supervisão de Thiago Félix