O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (13) o plano da União Europeia para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040.

Também está incluso no plano terceirizar 5% dessa meta para países fora do bloco por meio de créditos de carbono.

A ação abre caminho para que o documento seja incorporado na legislação.

O plano fica aquém da meta de redução de emissões de pelo menos 90% sem compensação de carbono, que os consultores científicos da União Europeia afirmaram ser suficiente para limitar o aquecimento global a 1,5 °C. Esse é o nível necessário para evitar ondas de calor e secas muito mais graves.

A nova meta foi resultado de um acordo altamente negociado. E é ainda mais ambiciosa do que os compromissos de redução de emissões da maioria das grandes economias, incluindo a China.

Os ministros do clima dos países do bloco europeu já tinham apoiado a proposta na semana passada, justamente a tempo de não chegarem de mãos vazias à cúpula climática COP30 da ONU, que começou na segunda-feira (10).

O Parlamento Europeu aprovou a meta por uma maioria de 379 votos a favor, 248 contra e 10 abstenções.

Os parlamentares também rejeitaram uma proposta do grupo parlamentar de ultradireita Patriotas pela Europa para abolir completamente a meta climática.

Compras de créditos de carbono

Agora, os países e parlamentares da União Europeia negociarão os detalhes finais de como atingir a meta, que permite aos países comprar créditos de carbono estrangeiros para cobrir até 5% do objetivo.

Isso reduz a exigência de cortes de emissões das indústrias europeias para 85% em relação aos níveis de 1990.

Os créditos de carbono, que consistem na compra de cortes de emissões realizados por outros países, têm sido criticados por não atingirem o impacto prometido.

A União Europeia afirmou que elaborará critérios de qualidade rigorosos para os créditos que utiliza para cumprir sua promessa de redução de emissões.

A resistência de alguns governos da União Europeia às medidas climáticas neste ano coincide com um contexto geopolítico difícil que os obrigou a aumentar os gastos com defesa e a apoiar indústrias afetadas pelas tarifas americanas.



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