O presidente dos EUA, Donald Trump, disse, nesta segunda-feira (17), que concordaria com o lançamento de ataques contra o México para interromper o tráfico de drogas para os Estados Unidos.
“Por mim, ok, faremos o que for preciso para parar as drogas”, disse ele aos repórteres no Salão Oval.
“Não estou dizendo que vou fazer isso. Mas teria orgulho de fazer”, acrescentou.
Durante a conversa com a imprensa, Trump também afirmou que gostaria de acabar com os laboratórios de produção de cocaína na Colômbia, mas não fez nenhum anúncio concreto sobre ação militar direta no país.
O presidente americano ainda se recusou a descartar o envio de tropas a Venezuela.
Em entrevista a repórteres na Casa Branca, o líder americano disse que conversaria diretamente com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em um “momento específico”, enquanto avalia a possibilidade de lançar ataques contra o país.
“Ele causou danos tremendos ao nosso país”, disse Trump, acrescentando que era uma “questão complicada” saber se havia algum cenário em que Maduro pudesse permanecer no poder.
Um dia antes, Trump sugeriu que uma janela diplomática estava se abrindo com Caracas em meio à um enorme aumento da presença militar dos EUA na região.
Desde o início de setembro, militares americanos efetuaram 21 ataques contra navios que supostamente transportavam narcóticos.
Até o momento, 83 pessoas morreram nesses ataques no Caribe e no Pacífico.
O ditador venezuelano Nicolás Maduro tem alegado repetidamente que a ofensiva militar é uma tentativa de Washington de expulsá-lo do poder.
O desenvolvimento militar na região é o maior não relacionado ao socorro em desastres desde 1994, quando os Estados Unidos enviaram dois porta-aviões e mais de 20.000 soldados para o Haiti para participar da “Operação Uphold Democracy.”