Dez anos após apoiar o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), o Partido Socialista Brasileiro tornou-se a principal ponte para políticos que passaram a apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem se filiar ao partido.
A reaproximação entre aliados históricos começou no segundo turno da eleição presidencial de 2018, quando o PSB apoiou Fernando Haddad (PT) contra Jair Bolsonaro (PL). O movimento foi reforçado em 2022, com a escolha de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula, e se consolidou com a chegada de João Campos à presidência da sigla.
Prefeito do Recife e potencial candidato ao governo de Pernambuco, João Campos articulou com Lula uma estratégia para oferecer a quadros de centro em aproximação com o governo uma alternativa partidária capaz de contornar o antipetismo.
Foi essa lógica que levou Simone Tebet a deixar o MDB para disputar o Senado por São Paulo pelo PSB.
Ex-adversária de Lula, a senadora Soraya Thronicke também avalia trocar o Podemos pelo PSB para disputar o Senado em Mato Grosso do Sul.
Segundo revelou o jornal O Globo e confirmou à CNN, o senador Rodrigo Pacheco, hoje no PSD, se reuniu com João Campos para discutir uma possível filiação ao PSB de olho na disputa pelo governo de Minas Gerais.
No Distrito Federal, o ex-ministro Cristovam Buarque deixou o Cidadania para se filiar ao PSB, partido pelo qual pretende disputar uma vaga de deputado federal.
A estratégia também foi adotada pelo grupo da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que migrou em peso para o PSB em meio a uma disputa interna com o grupo de Heloísa Helena.
A própria Marina avalia se filiar à sigla para disputar o Senado por São Paulo.