O PSD de Minas Gerais articula a filiação de Carlos Viana (Podemos) ao PSD para ser candidato ao Senado.
O governador Mateus Simões (PSD) e o senador estiveram juntos na quarta-feira (27) para tratar do cenário eleitoral em Minas em um jantar em Brasília. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, teria sido acionado durante a conversa e dado o aval para proceder com o convite.
Mateus tem sinalizado que a primeira vaga ao Senado seria de Marcelo Aro (PP), secretário de Estado de Governo de Minas Gerais. A segunda também poderia ir para o PL, se o partido de Bolsonaro vir a compor a chapa.
O cenário ainda é considerado em aberto. Simões tem tido dificuldades para fazer a candidatura decolar, diante das divisões da direita no estado e estaria se movimentando diante do favoritismo de Cleitinho em pesquisas eleitorais.
Carlos Viana, hoje, está mais atrelado à chapa do colega de Senado, Cleitinho (Republicanos), que é pré-candidato ao governo do estado.
Presidente da CPMI do INSS e senador em fim de mandato, Viana também avalia propostas da sigla de Cleitinho e do PL (Partido Liberal). O Podemos também tenta mantê-lo no quadro. Viana, no entanto, estaria inclinado a ir para o PSD.
Mateus Simões assumiu o governo na última segunda-feira (23), com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo), que é pré-candidato à presidência da República.
Ao mesmo tempo, a esquerda tenta viabilizar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) para ser o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo do estado.
A permanência de Pacheco no PSD de Kassab foi inviabilizada justamente pelo movimento de filiação de Mateus no ano passado.
Pacheco tende a fechar com o PSB, de Geraldo Alckmin e João Campos, mas ainda há articulação de siglas como o União Brasil e o MDB em Minas Gerais.