Integrantes do PT em São Paulo dão como certa a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo e começam a discutir internamente os primeiros passos de uma pré-campanha.
Como a CNN revelou na última segunda-feira (16), Lula e Haddad tiveram uma nova conversa para discutir as eleições em São Paulo logo antes do Carnaval, que se soma ao longo almoço ocorrido entre os dois no meio de janeiro.
O ministro da Fazenda acompanha o presidente Lula na viagem à Ásia, onde os dois aproveitariam para discutir a corrida paulista.
Por enquanto, não há qualquer tipo de confirmação oficial da candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. Ainda assim, dois integrantes da direção paulista e outros dois membros do comando nacional da sigla afirmaram, sob reserva, já dão como certa a candidatura do ministro ao governo.
Haddad sempre manifestou publicamente contra a ideia de disputar as eleições deste ano.
Nos bastidores, aliados do ministro apontam a preocupação com o risco de uma derrota no maior colégio eleitoral do país, mas insistem na necessidade de construção de um palanque forte para Lula.
No PT paulista, a expectativa é de que, se confirmada, uma pré-candidatura de Haddad ainda leve algum tempo antes de ser oficializada, para que seja possível amarrar os demais elementos da chapa no Estado. Há dúvidas, entretanto, sobre como ficaria o desenho na corrida ao Senado.
Se Lula conseguir amarrar o MDB ou outro partido de centro na chapa presidencial, ele poderia optar por deslocar Geraldo Alckmin para uma das cadeiras na chapa paulista.
Caso contrário, especulam líderes petistas, o mais provável é um desenho com Simone Tebet e Marina Silva. A ministra do Planejamento pode migrar para o PSB para a empreitada. E Marina, como adiantou a CNN, negocia uma possível volta ao PT.