O estado do Rio de Janeiro registrou um recorde de denúncias de maus-tratos a animais em um único trimestre. De acordo com dados obtidos pela CNN Brasil, o programa Linha Verde recebeu 5.600 denúncias até o dia 25 de março de 2026, uma média de 66 casos por dia.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o programa recebeu 3.689 denúncias, o aumento foi de 51%. O volume registrado em 2026 também supera o total de denúncias feitas ao longo de todos os anos de 2013 (3.364), 2014 (3.241), 2015 (3.901), 2016 (2.576), 2017 (3.382) e 2018 (4.332).
Desde que foi criado, em 2013, o Linha Verde já recebeu mais de 100 mil denúncias de maus-tratos a animais. O programa funciona como um canal de denúncias de crimes relacionados ao meio ambiente.
No estado, lideram o ranking de registros em 2026 os municípios do Rio de Janeiro (3.139 casos), Nova Iguaçu (344) e Duque de Caxias (300). Na capital, os bairros com maior número de denúncias são Campo Grande (296), Centro (158) e Santa Cruz (129).
Capivara agredida
Na última segunda-feira (23), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro converteu em preventiva as prisões de seis homens investigados por agredir uma capivara na Zona Norte do Rio. Dois adolescentes envolvidos também foram apreendidos e tiveram a internação provisória decretada pela Vara da Infância e da Juventude.
O caso ocorreu na madrugada de sábado (21), na Ilha do Governador, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o animal sendo agredido com barras de ferro e pedaços de madeira, alguns com pregos na ponta.
As identificações e detenções foram realizadas pela 37ª DP (Ilha do Governador) após a repercussão do caso.
A capivara foi levada para um centro de reabilitação em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio, onde está sendo tratada. Segundo os veterinários, o animal sofreu traumatismo craniano e corre risco de perder a visão do olho esquerdo.
Nesta semana, o Ibama aplicou pela primeira vez o chamado Decreto Cão Orelha. Os oito envolvidos no ataque deverão pagar, cada um, R$ 20 mil, totalizando R$ 160 mil em multas. A norma, sancionada pelo governo federal no começo deste mês, faz referência ao caso da morte do cão comunitário Orelha, vítima de agressões em Florianópolis (SC).