Saúde une vigilância e atenção integral garantir qualidade de águá e torná-la barreira sanitária

Em 22 de março é celebrado o Dia Mundial da Água, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para conscientizar sobre a preservação e o uso sustentável desse recurso essencial. A data destaca a importância da água potável e a necessidade de proteger os ecossistemas hídricos para as futuras gerações. Alinhada a esse propósito, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a relevância das ações de vigilância da qualidade para consumo humano, dando visibilidade ao trabalho desenvolvido para garantir água segura à população.

“Água de qualidade não é apenas infraestrutura, é também saúde pública. Com água de qualidade, muitas doenças são evitadas”, destaca o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. Ele lembra que a Sesa desenvolve ações permanentes por meio do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua). O programa acompanha todo o sistema de produção, desde a captação até o ponto de consumo, incluindo estações de tratamento e reservatórios.

No Paraná, o Vigiagua está presente nos 399 municípios, organizados nas 22 Regionais de Saúde, monitorando sistemas de abastecimento (SAA), soluções alternativas coletivas (SAC) e individuais (SAI).

A gestão é fundamentada nos princípios de territorialização e integralidade estabelecidos no Plano Estadual de Saúde (PES 2024-2027) e no Plano Estadual de Vigilância e Atenção à Saúde de Populações Expostas aos Agrotóxicos (PEVASPEA 2024-2027). As ações focam na identificação de vulnerabilidades hídricas e no monitoramento de contaminantes, aliado a uma linha de cuidado específica.

METAS PRIORITÁRIAS – Para o quadriênio 2024-2027, o plano estabelece metas prioritárias, como a Regularização de Soluções Alternativas Coletivas (SAC), que busca reduzir de 57,20% para 53% o percentual de formas coletivas de abastecimento consideradas inseguras, garantindo acesso à água potável; a ampliação das análises de agrotóxicos, em que a frequência das coletas para análise de resíduos passará de anual para semestral em todo o Estado.

Além disso, haverá a ampliação da pesquisa de 249 para 337 diferentes tipos de agrotóxicos na água, incluindo os 40 parâmetros exigidos pela portaria de potabilidade vigente.

A Sesa também participa ativamente do Grupo de Trabalho de Saneamento Rural (GT-SR), instituído pelo Decreto Estadual nº 11.987/2025. Esta articulação visa universalizar o acesso à água potável e ao tratamento de esgoto, tratando o saneamento não apenas como infraestrutura, mas como uma barreira sanitária fundamental.

O fortalecimento da governança municipal é o pilar dessa estratégia. No âmbito da saúde, cabe às secretarias municipais a vigilância direta e a atualização sistemática de dados no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua).

MAIS SAÚDE NO CAMPO – Somado a esse esforço, há o projeto Mais Saúde no Campo, voltado à promoção da saúde integral no meio rural. A iniciativa integra a Atenção Primária à Saúde do Trabalhador e a Vigilância Ambiental para atender aproximadamente 1,3 milhão de paranaenses. Além do monitoramento da água, o projeto utiliza a “Ficha de Rastreio de Exposição aos Agrotóxicos” para busca ativa e estratificação de risco, garantindo que a saúde pública alcance a propriedade rural mais remota.

Além do monitoramento laboratorial, o Governo do Estado promove a proteção direta através da distribuição de hipoclorito de sódio a 2,5%. Em 2025, foram distribuídos 121 mil frascos, com previsão de ampliar para 157 mil em 2026. O insumo é essencial para quando não há acesso à água tratada ou em casos de desabastecimento por desastres. Para garantir a eficácia, a orientação é adicionar 2 gotas por litro de água e aguardar 30 minutos antes do consumo.

Com a consolidação dessas políticas, o Paraná reafirma seu compromisso em transformar o acesso à água segura em um motor de justiça social e prevenção de doenças. Por meio da atuação técnica e capilarizada das equipes do programa Vigiagua, a Sesa assegura que a vigilância da qualidade da água e a promoção da saúde ambiental sejam prioridades contínuas, garantindo proteção e qualidade de vida para todos os paranaenses, do campo à cidade.

DOENÇAS – As principais doenças de transmissão hídricas relacionadas à água contaminada são causadas por bactérias, vírus, protozoários e parasitas. Entre elas, as consideradas mais relevantes em relação à saúde pública são as doenças bacterianas como cólera, febre tifoide, shigelose (disenteria bacteriana), gastroenterite bacteriana e infecções por Escherichia coli patogênica.

As doenças virais são hepatites A e E e gastroenterite por rotavírus ou norovírus. As causadas por protozoários são a giardíase, amebíase e a criptosporidiose. Já as doenças parasitárias mais comuns associadas a água são a esquistossomose e a ascaridíase.

Os sintomas mais comuns dessas doenças são diarreia, vômitos, dor abdominal, febre e desidratação.

Fonte: PARANAGOV

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