A cidade de São Paulo está intensificando o combate às gangues conhecidas como “quebra-vidros”, grupos de criminosos que quebram vidros de veículos para furtar pertences de motoristas e passageiros. Em entrevista à CNN, Orlando Morando detalhou as estratégias que estão sendo implementadas pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana para enfrentar esse tipo específico de crime.
Segundo Morando, a capital paulista tem registrado reduções significativas nos índices de criminalidade. “Janeiro, que foi o último balanço publicado pela Secretaria de Estado da Segurança através do Infocrim, mostra uma redução acentuada em roubos, furtos, roubos de carros, furtos de carros, estupro, latrocínio, todos os indicativos em queda, com exceção da violência contra a mulher”, afirmou.
Para combater especificamente as gangues “quebra-vidros”, a Secretaria de Segurança Urbana montou um grupo especial, com foco na ROMA (Ronda Ostensiva Motorizada). “Esses criminosos fogem muito rápido e, por vezes, no trânsito, uma viatura não conseguiria detê-los. As motos são muito capazes e eficientes em fazer isso e têm feito”, explicou Morando. De acordo com ele, nas duas últimas semanas, dezenas de suspeitos foram apreendidos.
Sistema de monitoramento como aliado na prevenção
O programa Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras instalado na cidade, tem sido um importante aliado no combate a esse tipo de crime. “Pelas câmeras do Smart Sampa, nós identificamos rapidamente esses criminosos, sabemos para onde eles fogem e, principalmente, quando estão chegando, muitas vezes”, destacou Morando. Segundo ele, muitos casos já foram prevenidos pelo patrulhamento preventivo da GCM (Guarda Civil Metropolitana) pela cidade.
Morando também mencionou a experiência bem-sucedida na Avenida Paulista, que anteriormente era um dos principais pontos de ocorrência de roubos e furtos na cidade. “Nós implantamos a Operação Paulista Mais Segura e praticamente zeramos os roubos e furtos”, afirmou o secretário. A intenção é replicar esse modelo para outras regiões da cidade.
Um dos desafios apontados pelo secretário é a questão dos menores infratores envolvidos nesse tipo de crime. Segundo o secretário, quando são apreendidos, os adolescentes acabam sendo liberados rapidamente. “Hoje o próprio delegado é obrigado a chamar o pai ou a mãe, o responsável, faz o termo circunstanciado e esse criminoso, no outro dia, volta, muitas vezes, a praticar o mesmo crime”, lamentou.
O secretário garantiu que, apesar dos desafios, a GCM continuará atuando para coibir esse tipo de prática criminosa. “O que eu posso garantir à população de São Paulo é que nós estamos atentos, atuando, e vamos, podem ter certeza, prender aqueles que insistirem em fazer essa prática de crime”, concluiu.