O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá cobrar dos novos ministros que mantenham o nível de desempenho dos antecessores.
Isso passa por uma demanda que já tem sido repassada a assessores ministeriais para que haja alinhamento de discurso, metas e entregas.
A preocupação do governo é que os substitutos estejam habilitados a falar das ações do governo.
A maior parte dos ministérios deve ser assumida por secretários executivos. São as figuras de segundo escalão, que dão sustentação técnica à função política exercida pelos ministros.
Lula vai reunir os ministros que estão deixando o governo e os substitutos nesta terça-feira (31).
O encontro seria originalmente na segunda-feira, mas foi adiado em um dia em razão da agenda de Lula.
Pelo menos 20 ministros devem deixar o governo para disputar as eleições. Por imposição da lei eleitoral, para se candidatar, eles precisam estar desincompatibilizados dos cargos.
Um dos cenários em aberto é o da SRI (Secretaria de Relações Institucionais). Lula é pressionado pelo Congresso Nacional a escolher um parlamentar para o lugar de Gleisi Hoffmann (PT-PR), que irá disputar o Senado.
Em alguns casos, o Planalto fará um remanejamento. André de Paula (PSD-PE), por exemplo, deve ser transferido para a Agricultura, que estava com Cárlos Fávaro (PSD-MT).
Há outros quadros do governo que já indicaram que permanecerão no governo em ano eleitoral. É o caso de Guilherme Boulos, na Secretaria-Geral da Presidência.