O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta segunda-feira (2) ter amizade com o ex-financista envolvido em um escândalo de corrupção sexual Jeffrey Epstein.

Em uma publicação na rede social Truth, o líder americano disse que Epstein e o autor Michael Wolff, do qual Trump chamou de “canalha”, se juntaram para conspirar contra a sua presidência.

Trump também negou que tivesse ido à ilha de Epstein, local que se tornou o epicentro dos abusos cometidos contra mulheres pelo magnata ao longo de décadas.

“Eu nunca fui à ilha infestada de Epstein, mas quase todos esses democratas corruptos e seus doadores foram”, disse.

Relembre a relação entre Trump e Epstein

Em dezembro de 2025, Trump disse que tinha um relacionamento “muito ruim” com Epstein e o chamou de “nojento”, alegando que eles não se falaram há anos.

Apesar dessa linguagem dura, uma análise abrangente da CNN, feita no início deste ano, de registros judiciais, fotografias, entrevistas e outros documentos públicos, retrata uma relação duradoura entre os dois homens até meados dos anos 2000, quando Trump afirma ter rompido os laços com Epstein.

O presidente americano não foi acusado de qualquer delito criminal relacionado a Epstein.

A vasta quantidade de documentos divulgados referentes à investigação de Epstein cita muitas pessoas, e ser mencionado não significa, por si só, cometer um crime.

Em um perfil de Epstein publicado na revista New York Magazine em outubro de 2002, Trump o descreve como “um cara fantástico”, dizendo que o conhecia há 15 anos. “Dizem até que ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são bem jovens”, disse Trump na época.

Uma carta de 2003, assinada por Trump e com um desenho do torso de uma mulher, afirmava que ele e Epstein tinham “certas coisas em comum”. Quando a carta foi divulgada em setembro de 2025, o presidente negou veementemente qualquer envolvimento.

Em 2004, Trump e Epstein tiveram um desentendimento notório, supostamente ligado a uma disputa sobre uma mansão em Palm Beach que ambos queriam comprar em um leilão.

Anos mais tarde, em fevereiro de 2015, Trump disse que Epstein tinha “um problema”, acrescentando: “aquela ilha era realmente um antro de imundície, não há dúvida”, referindo-se a uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas que pertencia a Epstein.

Nos anos que se seguiram, ele continuou a minimizar as sugestões de que teria tido uma amizade com Epstein.

Novos arquivos de Epstein

O DOJ (Departamento de Justiça dos EUA) liberou na sexta (30) milhões de páginas da investigação sobre Jeffrey Epstein. Em uma carta ao Congresso, o DOJ descreveu como revisou os arquivos e forneceu mais detalhes sobre o que foi omitido.

Autoridades do FBI compilaram uma lista de alegações de agressão sexual relacionadas a Trump.

Há mais de uma dúzia de alegações incluídas, muitas das quais parecem ter vindo de denúncias não verificadas. Não está claro por que a lista foi criada.

O documento estava incluído em e-mails enviados por oficiais do escritório de campo do FBI em Nova York, na Força-Tarefa de Exploração Infantil e Tráfico de Pessoas. Trump nega há muito tempo qualquer irregularidade relacionada a Epstein.

 



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