Os principais índices acionários de Wall Street operam em baixa nesta segunda-feira (23), em meio a um cenário de incertezas tarifárias após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter decidido, por 6 a 3, na sexta-feira (20), contra as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a vários países no ano passado, promulgadas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês).
A decisão da Suprema Corte levantou questões sobre como funcionará o reembolso dos US$ 134 bilhões já pagos em tarifas por milhares de empresas.
Em resposta, na sexta (20), Donald Trump havia anunciado uma nova taxa global de 10% para entrar em vigor a partir de 24 de fevereiro, baseada em uma Seção que limita a duração da alíquota em 150 dias, podendo ser prorrogados com aprovação do Congresso norte-americano. No sábado (21), o presidente dos EUA aumentou essa tarifa para 15%.
Por volta das 12h30, pelo horário de Brasília, o Dow Jones caía 1,36%, a 48.952 pontos. O S&P 500 perdia 0,70%, a 6.861 pontos, e o Nasdaq tinha queda de 0,69%, a 22.728 pontos.
Na sexta-feira (20), os três índices fecharam em alta, além de terem registrado ganhos semanais positivos.
Nesta segunda (23), a Nvidia subia quase 1% por volta do memso horário, antes da divulgação dos resultados trimestrais da empresa previstos para serem divulgados na quarta-feira (25). Os dados são aguardados com expectativa pelo mercado para sentir a temperatura do setor de tecnologia e inteligência artificial.
Entre outras movimentações, as ações da Eli Lilly subiam mais de 3% após o medicamento para obesidade da concorrente Novo Nordisk, que apresentava perdas significativas, apresentar resultados inferiores ao do medicamento da Lilly em um estudo clínico realizado em Copenhague.
As ações da Domino’s Pizza ganhavam mais de 3% depois de a rede de fast-food superar as estimativas de Wall Street para as vendas em mesmas lojas nos EUA no quarto trimestre.
Enquanto isso, Christopher Waller, membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, afirmou estar aberto a manter as taxas de juros inalteradas na reunião de março do Fed, caso os dados de emprego de fevereiro indiquem que o mercado de trabalho americano tenha “se estabilizado” após um fraco desempenho em 2025.
Os investidores esperam que o banco central dos Estados Unidos faça o próximo movimento sobre cortes nas taxas de juros em junho, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.
*Com informações da Reuters