Em mais um esforço ecumênico do Judiciário para preservar a própria imagem, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decide, por unanimidade, afastar o magistrado acusado por assédio sexual. São ao menos duas denúncias, de mulheres, uma delas uma jovem de apenas 18 anos.

Por decisão dos próprios pares, Marco Buzzi, de 68 anos, não poderá acessar o local de trabalho, usar carro oficial e exercer o cargo. Tudo por tempo limitado. Ainda assim, continuará recebendo salário de R$ 44 mil por mês, fora as gratificações.

A denúncia ainda será apurada e a punição mais grave. Se ocorrer, será a famosa aposentadoria compulsória (o que não seria novidade). Todos os anos, centenas de juízes são afastados no Brasil pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Dezenas por algum tipo de assédio.

Diante de um momento de pressão social sobre as condutas de magistrados, a pergunta que fica é: aposentadoria para infração de normas disciplinares é sanção ou prêmio? E não seria a hora de revisar o sistema?



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