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A maior companhia aérea do Canadá anunciou a suspensão de voos para Cuba devido à escassez de combustível de aviação na ilha.

Essa medida acontece em meio a uma pressão dos Estados Unidos sobre o fornecimento de petróleo do país, que também forçou Havana a racionar serviços de saúde, transporte e educação.

A Air Canada informou que suspendeu os voos para Cuba na segunda-feira (10), mas que ainda realizará voos de repatriação para buscar cerca de 3 mil passageiros no país, enquanto outras companhias aéreas disseram que continuarão voando para o país caribenho, mas repensarão sua logística.

“Para os voos restantes, a Air Canada abastecerá com combustível extra e fará paradas técnicas, se necessário, para reabastecer na viagem de volta”, afirmou a comapnhia, que opera uma média de 16 voos semanais para Cuba.

As companhias aéreas espanholas Iberia e Air Europa relataram que seus serviços para a ilha continuarão, mas os voos de Madri para Havana precisarão pousar na República Dominicana para reabastecer.

Enquanto isso, a American Airlines, a Delta Air Lines e a Aeromexico informaram à CNN que continuarão suas operações – com a American afirmando que suas aeronaves têm capacidade suficiente para transportar combustível para os voos de retorno.

A medida surge em meio às tentativas dos EUA de cortar o fornecimento de petróleo de Havana. Essa ação agravou a já antiga crise de combustíveis na ilha caribenha.

No domingo (8), Cuba alertou as companhias aéreas sobre a indisponibilidade de querosene de aviação entre 10 de fevereiro e 11 de março.

Em 2025, a ilha recebeu mais de 754 mil visitantes do Canadá, mais do que qualquer outro país, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas e Informações de Cuba. Naquele ano, o país também registrou mais de 110 mil turistas dos EUA, mais de 56 mil do México e 46 mil da Espanha.

Cuba raciona recursos em hospitais, escolas e transportes

O golpe para a indústria do turismo no país vem na sequência de anúncios de Havana sobre o racionamento de recursos em hospitais e a priorização de atendimentos médicos urgentes, como parte de medidas de austeridade em todo o país em resposta à crise energética.

Segundo as medidas, internações hospitalares e cirurgias serão limitadas sempre que possível.

“(As medidas visam) preservar significativamente esses serviços essenciais, reorganizar as capacidades, concentrar recursos onde são mais necessários e garantir a continuidade dos serviços à população”, afirmou o ministro da Saúde, José Angel Portal Miranda, na segunda-feira (9).

Outras medidas emergenciais anunciadas pelo governo em resposta à crise energética incluem a redução do horário escolar, o adiamento de grandes eventos esportivos e culturais e o corte de serviços de transporte.

A escassez de combustível também deixou os cubanos enfrentando apagões constantes e longas filas em postos de gasolina.

Autoridades cubanas afirmaram que as sanções econômicas americanas são as principais responsáveis ​​pela crise energética, embora críticos também apontem a falta de investimento governamental em infraestrutura.

O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, disse à CNN na semana passada que o governo estava pronto para um diálogo “significativo” com Washington para abordar suas diferenças, mas não estava preparado para discutir uma mudança de regime.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Cuba pode evitar um rompimento total com Washington fechando um “acordo”, que potencialmente exigiria a devolução de propriedades confiscadas de exilados cubanos que deixaram a ilha após a revolução de 1959.

Cuba recebe apoio internacional

Trump também pediu ao México que suspenda os embarques de petróleo para Cuba, mas a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que deseja encontrar uma solução diplomática para que seu país possa continuar enviando petróleo para a ilha sem ser atingido pelas tarifas americanas.

“Essa sanção imposta aos países que vendem petróleo para Cuba é muito injusta. Não é justo, porque sanções que afetam as pessoas não são justas. Pode-se concordar ou discordar do regime cubano, mas o povo nunca deve ser prejudicado”, falou Sheinbaum.

O México é tradicionalmente o segundo maior fornecedor de petróleo para Havana, depois da Venezuela, mas o fornecimento de Caracas já foi interrompido após a captura de Nicolás Maduro pelas forças especiais americanas, tornando a contribuição mexicana ainda mais vital.

O governo mexicano enviou no domingo (8) mais de 800 toneladas de ajuda humanitária ao país, e Sheinbaum prometeu que mais apoio virá.

“Vamos ajudar o povo de Cuba, como sempre ajudamos as pessoas necessitadas”, insistiu ela.

A Rússia, aliada de longa data de Cuba, afirmou na segunda-feira (9) que a situação no país é “verdadeiramente crítica”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou os EUA de “asfixiar” Cuba.

Ele disse que Moscou está discutindo maneiras de resolver o problema ou, pelo menos, fornecer assistência.

“Estamos em contato intenso com nossos amigos cubanos por meio de canais diplomáticos e outros”, afirmou.



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