Relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que o colegiado aguarda o envio dos dados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para que a área técnica dê início ao cruzamento das informações obtidas a partir da quebra de sigilo bancário e telemático.
O empresário é investigado tanto por fraude financeira quanto por irregularidades em consignados a aposentados e pensionistas.
Nesta sexta-feira, o ministro André Mendonça, relator do Caso Master e das ações sobre descontos irregulares do INSS, determinou que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), devolva os dados sobre o empresário à CPMI e entregue a custódia do material à PF (Polícia Federal).
Por decisão do ministro Dias Toffoli, antigo relator da ação que investiga a fraude financeira no banco, o material estava sob custódia da cúpula do Congresso.
A decisão de Mendonça atende a um pedido do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que havia solicitado o retorno do acesso aos dados do caso Master, retirados em dezembro.
“Primeiro, sempre defendemos esse acesso, a decisão do relator anterior era abusiva. Segundo, espero ter elementos concretos que ajudem a investigação”, disse Gaspar à CNN. “O primeiro passo será a equipe técnica trabalhar com independência e promover o cruzamento de informações”, completou.
O acesso ao volume de informações deverá reforçar o pedido para que a CPMI do INSS, que apura descontos irregulares de aposentados e pensionistas, seja prorrogada.
O colegiado tem prazo para concluir os trabalhos no dia 28 de março. A cúpula da CPMI defende a extensão da comissão por mais 60 dias, mas relata encontrar resistência.
“Temos os pressupostos para essa dilação, mas há muitos interesses poderosos contrários. Independentemente desse caso específico, estamos com a investigação dos consignados em pleno andamento, a necessidade de prorrogação existe”, afirmou.