Infiltrações atingem cobertura da Catedral de Cascavel - catve.com

Mostramos no EPC que a Catedral Nossa Senhora Aparecida enfrenta pontos de infiltração na parte interna da cobertura. Fiéis que frequentam o templo, localizado no Centro de Cascavel, já perceberam as marcas no teto.

Considerada uma das catedrais mais bonitas do país, com traços arquitetônicos marcantes e detalhes exuberantes, a igreja agora convive com sinais visíveis de desgaste. Segundo o coordenador do Conselho Econômico da Catedral, Carlos Tiem, os pontos são localizados.

“São pontos que é fácil de quem reparar ver que existem pequenas infiltrações. Não é no telhado todo. Temos ciência disso e a ideia é, ainda este ano, tentar corrigir definitivamente ou ao menos aliviar bastante essa questão”, afirmou.

A situação foi questionada por um telespectador do EPC, que enviou mensagem perguntando se a obra recente estaria na garantia, já que a Catedral passou por uma reforma de aproximadamente R$ 4 milhões.

O investimento começou a ser aplicado em 2020, quando o padre Admir Antônio Mazalha era pároco, e foi concluído em dezembro do ano passado. No entanto, de acordo com o Conselho Econômico, a cobertura não fez parte da reforma.

“Nós não mexemos no telhado. Fizemos intervenções nos vitrais, nas portas, nos mármores do piso, que foi polido, e na casa de força, que precisou ser retirada do subsolo do Centro Catequético e trazida para fora, devido à ampliação da entrada de energia. Nesse investimento de mais de 4 milhões, não fizemos nada no telhado”, explicou Carlos Tiem.

Segundo o atual pároco, padre Divo de Conto, a situação da cobertura está sendo monitorada. Em gestões anteriores também foram realizados outros serviços, como limpeza do mármore e do piso, restauração dos bancos e melhorias no sistema de ar-condicionado.

De acordo com a coordenação, o formato arquitetônico da Catedral é um dos principais desafios. A estrutura, que se aproxima de 50 anos, possui um grande vão livre e não permite a colocação de sobrepeso na cobertura, o que limita soluções definitivas.

“A arquitetura é linda, mas complexa. Temos um grande vão livre na horizontal e na vertical, o que impede muitas opções que poderiam resolver definitivamente a infiltração. Ao longo dos anos, temos adotado medidas paliativas, como lavagem e pintura com materiais específicos, mas por ficar exposto ao sol e à chuva, o efeito dura pouco tempo”, completou.

Na última pintura da cobertura, foram utilizadas mais de 200 latas de tinta, com 18 litros cada. Caso o telhado tivesse uma superfície reta, a área ultrapassaria 8 mil metros quadrados.

Confira detalhes no vídeo:

Reportagem de Patrícia Cabral | EPC – ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

Fonte: PARANAGOV

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