Pai de Mayara diz sentir alívio com prisão do autor do feminicídio - catve.com

Gilberto Melo, assistente de acusação que representa a família de Mayara, falou na manhã deste domingo (22) sobre o andamento do caso.

Segundo ele, por se tratar de feminicídio, considerado crime hediondo, a pena pode ser aumentada. O advogado explicou que há agravantes apontados no inquérito, como o fato de a vítima não ter tido chance de defesa e a motivação considerada torpe. Com isso, a condenação pode variar entre 20 e 40 anos de prisão.

Melo também afirmou que a equipe jurídica atua para regularizar a guarda da criança, que deverá ficar sob os cuidados da tia, garantindo que possa retomar a rotina com estabilidade e segurança.

Foi preso Daniel Rodrigues Pereira Krupiniski, de 24 anos, apontado como autor do assassinato da esposa, Mayara Araújo Krupiniski Rodrigues. Ele foi localizado no bairro Cataratas, na tarde de sábado (21). De acordo com o delegado Ian Leão, a prisão ocorreu após denúncias feitas pela população e trabalho conjunto das forças de segurança.

Segundo a Gilberto Melo, quando Daniel se casou com Mayara, ele passou a usar o sobrenome da família dela, Krupiniski. Entre as providências legais, a família busca iniciar o processo para que o sobrenome seja retirado do registro do criminoso.

Família fala sobre Mayara e Daniel

Evandro Krupiniski, pai da Mayara, conversou com a equipe de reportagem do Catve.com sobre a prisão do autor da morte da filha: “Em parte aliviado, nada tira o sofrimento de não ter mais minha filha […] Com a prisão dele, a minha mãe voltou comer, voltou a dormir, se sentiu muito aliviada.”

Sobre o convívio com Daniel conta que ele não aparentava ser uma pessoa agressiva, mas recentemente Mayara contou ter sido agredida. “15 ou 20 dias atrás agrediu ela fisicamente, ela pediu para ele ir embora, voltou e depois de 5 dias a assassinou […] Para nós ela relatava que nós não conhecíamos o Daniel, ela quis dizer que para nós ele era um e dentro de casa era outro”, conta Evandro.

Sobre o suspeito, ele enfatizou: “Nas três vezes em que o vi, nunca o vi levantar a voz”.

O pai de Mayara contou como recebeu a notícia da morte da filha, ele chegou do trabalho, sentou na sala e recebeu uma ligação do avô dizendo que ela havia sido assassinada. Mesmo desacreditado, foi até Cascavel.

Ele lembrou que a última conversa com Mayara aconteceu na terça-feira, pelo celular, ele reformou o motor do carro e ela elogiou o trabalho. “Foi uma conversa descontraída entre pai e filha”, disse.

O filho de Mayara, ainda pequeno, não entende completamente a situação. Segundo o avô do menino, ele sempre pergunta quando a mãe vai voltar. A vizinha de Mayara contou aos familiares que o menino, que presenciou todo o crime, disse para ela não contar o que tinha acontecido. Evandro afirma que ninguém ainda teve coragem de perguntar como aconteceu o crime.

SOBRE O CRIME

O crime foi registrado na noite de quarta-feira (18), na Rua Refúgio. A vítima, de 31 anos, foi morta com golpes de faca dentro do imóvel onde morava.

Segundo as informações apuradas, o assassinato aconteceu após uma discussão. O filho dela, de apenas 5 anos, estava no apartamento no momento do ataque. Depois da situação, a criança ficou sob os cuidados de uma tia e recebe acompanhamento do Conselho Tutelar.

Moradores relataram que ouviram gritos e uma briga intensa antes do crime. A Patrulha Maria da Penha informou que a mulher já havia sido atendida anteriormente pelo órgão.

Fuga foi registrada por câmeras

Imagens de câmeras de monitoramento mostram parte da confusão antes da fuga. O suspeito aparece dentro de um carro enquanto três pessoas arremessam objetos e batem no veículo.

Na sequência, ele manobra, atinge um automóvel estacionado e deixa o local. Nas imagens também é possível ver uma criança próxima ao carro, em situação de risco.

Equipes da Guarda Municipal e da Polícia Militar realizaram buscas logo após o crime, mas o suspeito não foi encontrado.

Gabi Lira | Catve.com

Fonte: PARANAGOV

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