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Quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram no ano passado em rotas migratórias perigosas, como o Mediterrâneo e o Chifre da África. Mas, o número real provavelmente é muito maior, pois cortes no financiamento afetaram o acesso humanitário e o rastreamento de mortes, afirmou uma agência da ONU (Organização das Nações Unidas)

Os caminhos legais para a imigração estão se reduzindo, empurrando mais pessoas para as mãos de contrabandistas, disse a OIM (Organização Internacional para as Migrações), enquanto a Europa, os Estados Unidos e outras regiões intensificam a fiscalização e investem em medidas de dissuasão.

“A perda contínua de vidas nas rotas migratórias é uma falha global que não podemos aceitar como normal”, declarou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (26).

“Essas mortes não são inevitáveis. Quando as rotas seguras se tornam inacessíveis, as pessoas são forçadas a fazer jornadas perigosas e caem nas mãos de contrabandistas e traficantes”, disse Amy.

“Devemos agir agora para expandir rotas seguras e regulares e garantir que as pessoas necessitadas possam ser protegidas, independentemente de sua situação”, acrescentou.

Embora as mortes ao longo das rotas migratórias tenham caído de 9.200 em 2024 para 7.667 em 2025, devido à redução no número de pessoas que tentaram jornadas irregulares e perigosas — particularmente pelas Américas —, o declínio reflete o acesso cada vez menor à informação e a falta de financiamento, fatores que têm dificultado os esforços para rastrear as fatalidades, afirmou a OIM.

A organização sediada em Genebra está entre os diversos grupos de ajuda humanitária afetados por grandes cortes no financiamento dos EUA, o que a obrigou a reduzir ou encerrar programas, de maneiras que, segundo a própria organização, impactarão severamente os imigrantes.

As rotas marítimas permaneceram entre as jornadas mais letais, com pelo menos 2.108 pessoas mortas ou desaparecidas no Mediterrâneo no ano passado e 1.047 na rota atlântica para as Ilhas Canárias, na Espanha, informou a agência.

Cerca de 3 mil mortes de imigrantes foram registradas na Ásia, mais da metade delas de afegãos, e 922 morreram ao atravessar o Chifre da África, do Iêmen para os Estados do Golfo, um aumento acentuado em relação ao ano anterior.

Quase todos eram etíopes, muitos dos quais morreram em três naufrágios em massa.



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