O setor mineral brasileiro se organizou para participar em peso do PDAC (Prospectors & Developers Association of Canada), maior evento de mineração do mundo, ocasião que pode destravar bilhões em investimentos para projetos no país.

Conhecido no setor como a “Disney da mineração”, o evento ocorre em um momento considerado oportuno para o Brasil, marcado pela alta da demanda por minerais críticos e pela reorganização das cadeias globais desses minérios.

Dono de grandes reservas desses insumos, o país busca aproveitar a janela para atrair capital estrangeiro.

A delegação brasileira é coordenada pela ADIMB (Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro) e reúne 33 mineradoras – com projetos que vão de minério de ferro a terras raras -, além de representantes do setor público.

O grupo reúne desde gigantes tradicionais – como a Vale – até companhias que ainda estão fora do radar de quem não acompanha o setor de perto, como a Meteoric Resources, dona de um projeto de terras raras em Minas Gerais considerado um dos mais promissores do mundo.

Presente nas baterias usadas em celulares, computadores e veículos elétricos, o lítio também deve estar no centro das agendas. Grandes reservas do mineral são encontradas no Brasil, especialmente em Minas Gerais.

Também integram o grupo empresas como a PLS (Pilbara Minerals) e a Lithium Ionic, ambas com projetos promissores no país.

O objetivo é atrair investimentos, ampliar parcerias e reforçar a imagem do Brasil como fornecedor confiável de minerais estratégicos. A missão inclui a apresentação de projetos considerados promissores e elegíveis para financiamento a investidores internacionais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que o acesso ao capital ainda é um dos principais entraves para o setor mineral, sobretudo nas fases iniciais de pesquisa e exploração, marcadas por alto risco geológico, custos elevados e retorno de longo prazo.

O segmento é marcado pela presença de companhias de menor porte, como as chamadas junior mining companies, comuns em projetos de terras raras e outros minerais críticos e que dependem fortemente de financiamento externo para avançar nas etapas de desenvolvimento.

O evento acontece entre os dias 1º e 4 de março, em Toronto.

A missão brasileira contará ainda com o Brazil Pavilion, área de 90 m² reservada para reuniões de negócios e articulação institucional entre empresas, investidores e governos.

O espaço terá programação própria voltada à apresentação do potencial mineral brasileiro, das oportunidades de investimento e das melhorias recentes no ambiente de negócios.

O ponto alto da agenda deve ocorrer no dia 3 de março, com a realização do Brazilian Mining Day, principal evento da delegação brasileira dentro do PDAC.

O seminário reunirá autoridades, executivos e investidores para discutir perspectivas do setor mineral brasileiro, com foco em governança regulatória, licenciamento ambiental, minerais críticos, metais preciosos e conhecimento geológico.

A programação inclui apresentações de projetos de exploração mineral em diferentes estágios de desenvolvimento, especialmente de empresas juniores, além de rodadas de interação com investidores.

Canadá e mineração

A bolsa de Toronto reúne hoje cerca de 43% das empresas de mineração listadas em bolsa no mundo, segundo dados do mercado canadense, concentrando uma parcela relevante do financiamento global do setor mineral.

A TSX Venture Exchange abriga principalmente companhias juniores em estágio inicial de pesquisa e exploração, fase marcada por maior risco geológico, necessidade intensiva de capital e longo prazo de maturação dos investimentos.

Mineradoras canadenses de capital aberto mantêm presença relevante no Brasil, com projetos em diferentes fases de desenvolvimento, que vão desde pesquisa mineral até operações em fase comercial.

*O repórter viajou a convite da ADIMB (Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro)



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