A Allos, maior operadora de shopping centers do país, teve lucro líquido de R$ 252 milhões no quarto trimestre, alta de 62% na comparação com o mesmo período de 2024, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (10).

A companhia também estimou que terá um resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre R$ 2,17 bilhões e R$ 2,24 bilhões em 2026, um crescimento de 4,8% a 8% sobre o desempenho de 2025.

O resultado do quarto trimestre veio ligeiramente abaixo da média de previsões do mercado. A Allos teve Ebitda ajustado de R$ 619,4 milhões de outubro ao final de dezembro, avanço de 7,4% sobre o quarto trimestre de 2024. Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 673 milhões, segundo dados da LSEG.

O crescimento do resultado operacional foi atribuído pela companhia ao projeto de simplificação que vem sendo implementado no grupo desde a fusão entre Aliansce Sonae e brMalls que originou a empresa. O projeto eliminou a duplicação de equipes e sistemas e melhorou a eficiência.

“Esse projeto teve impacto mais forte no quarto trimestre e vai ter benefícios ainda ao longo de 2026. É um projeto contínuo”, disse Daniella Guanabara, diretora financeira da Allos, em entrevista à Reuters.

“Além disso, a gente vem fazendo trabalho de gestão de passivos estendendo prazos das dívidas e reduzindo custos”, completou a executiva.

A Allos teve receita líquida de R$ 798 milhões no quarto trimestre, crescimento de 4,6% sobre um ano antes. O mercado esperava, em média, faturamento de R$ 831 milhões, segundo a LSEG.

O FFO (fluxo de caixa operacional) veio positivo em R$ 465 milhões, com alta de 2,3% na base anual, com margem recuando de 56,0% para 54,6%. Por ação, o FFO totalizou R$ 0,93, ganho de 3,9% ano a ano.

As vendas totais dos lojistas somaram R$ 12,9 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 5,1% no comparativo anual. No conceito mesmas lojas, as vendas subiram 3%, desacelerando ante o aumento de 6,6% de um ano antes.

A companhia teve um bom início de ano e continua otimista para os próximos meses, afirmou a executiva. “O começo do ano foi positivo, com fluxo bom nos shoppings e patamar de venda bom também. Temos otimismo dentro do que já vinhamos entregando”, disse Guanabara.

Nesse sentido, a empresa tem como objetivo continuar focando “em setores que estão crescendo, como o de mídia”, disse a diretora financeira.

A Allos mantém projeção de novembro de investir entre R$ 350 milhões e R$ 450 milhões este ano, após R$ 483 milhões em 2025, e Guanabara afirmou que o foco da companhia são projetos menores. A executiva citou como exemplos a divisão de espaços ocupados por antigas lojas em unidades menores para novos lojistas, como restaurantes, lojas de esporte e cafés.

Em relação a possíveis novos desinvestimentos, a executiva disse que tudo dependerá das condições do mercado, mas destacou que a companhia não tem pressa.

“Olhando o portfólio, temos uma ou outra oportunidade de desinvestimento ou redução de participação. Mas, na verdade, não temos pressa. Nosso endividamento é baixo, saldo de caixa bom, não temos necessidade de fazer movimento com pressa”, disse Guanabara.



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