O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito para analisar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil no caso dos cães da Praia Brava, Ulisses Gabriel, especialmente em relação à morte do cão Orelha.
O delegado tem agora duas semanas para apresentar manifestação sobre todo o material reunido e sobre as considerações jurídicas feitas. A investigação irá apurar se ele cometeu abuso de autoridade, vazamento de informações sigilosas do inquérito e improbidade administrativa, quando agentes públicos violam a ética e a lei.
O inquérito foi instaurado pela 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, na última sexta-feira (13).
Após análise jurídica do material recebido, a Promotoria de Justiça evoluiu o Procedimento Preparatório para um Inquérito Civil. Passados os 15 dias para a manifestação do delegado, a Promotoria irá definir quais serão os encaminhamentos jurídicos do caso.
Em fevereiro, o delegado-geral Ulisses Gabriel havia afirmado estar “absolutamente tranquilo” em relação às investigações do Ministério Público de Santa Catarina que apuram sua conduta na corporação no caso do “Cão Orelha”.
Na ocasião, o delegado também declarou que estava à disposição do MP para esclarecer qualquer questionamento e salientou que “há informações de dezenas de representações no MP apresentadas por movimentos políticos e motivações escusas ideológicas contra a PC de SC”.