A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) proteção especial ao informante da PF (Polícia Federal) e do próprio colegiado que denunciou o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O pedido foi feito durante reunião entre o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), com o relator do caso no STF, ministro André Mendonça, que teria sinalizado atenção ao caso.
Como mostrou a CNN na semana passada, o informante — que pediu para não ter seu nome divulgado —- afirmou ao STF que corre risco de vida e pediu proteção policial do Estado.
Em depoimentos prestados à PF em 2025, ele afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, pagava mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos de saúde do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a venda de produtos ligados ao canabidiol. As defesas de Camilo e de Lulinha negam as acusações.
Segundo a defesa, após prestar depoimento, o delator passou a sofrer exposição indevida, agravada por vazamentos de informações sobre suas declarações. Os advogados também relatam indícios de que imagens dele e de familiares, especialmente de sua filha, teriam sido retiradas de redes sociais e compartilhadas com terceiros.
A defesa sustenta que a preservação da integridade física e psicológica do delator é necessária não apenas para sua proteção pessoal, mas também para garantir a continuidade das investigações de forma segura.
Afirmam que “sua atuação limitou-se ao cumprimento de dever cívico, ao colaborar com as autoridades mediante o fornecimento de informações relevantes e que viabilizaram providências relevantes pelos órgãos encarregados da investigação em curso”.
A petição sustenta ainda que, nesse contexto, a preservação de sua integridade física e psicológica é necessária para garantir que a elucidação dos fatos ocorra de forma segura e eficaz.