Com a decisão que torna o Cláudio Castro (PL-RJ) inelegível, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro se tornou um plano B da direita para a disputa ao Senado Federal.
O delegado Felipe Curi, que se popularizou à frente de megaoperações policiais, tem sido sondado pelo PP e pelo PL para a disputa deste ano.
Apesar do discurso do comando nacional do PL de apoio ao governador do Rio de Janeiro, condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a cúpula do partido quer evitar o risco de perder uma vaga na Casa Legislativa.
Castro ainda pode recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a inelegibilidade, mas as chances de reversão são consideradas improváveis. Em conversa com a CNN, ele disse que manterá sua candidatura.
Cury já era avaliado tanto pelo PL como pelo PP para a disputa ao Palácio Guanabara. A direita, porém, optou pelo secretário estadual Douglas Ruas.
Em mensagem nas redes sociais, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse apoiar de maneira irrestrita Castro e que atuará para reverter a inelegibilidade declarada pela Justiça Eleitoral.
Nos bastidores, porém, Valdemar reconhece que as chances de mudança são mínimas e avalia um plano B para que o partido não perca uma vaga no Rio de Janeiro, já que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputará a sucessão presidencial.
Castro foi julgado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, em um caso que envolve contratações na Fundação Ceperj e na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). A inelegibilidade é válida até 2030.