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G2 do Teatro Guaíra encerra temporada de “Gregor” com lotação máxima

A G2 Cia de Dança Teatro Guaíra encerrou mais uma temporada de “Gregor – Uma Odisseia Patética” com sucesso de público no Teatro José Maria Santos, em Curitiba. As três apresentações, entre sexta-feira (15) e domingo (17), reuniram 465 espectadores do espetáculo que mistura humor, teatro, dança e reflexão sobre a vida cotidiana. No domingo, a casa atingiu lotação máxima, com 162 presentes. 

Com direção e dramaturgia de Andrei Moscheto, do grupo Antropofocus, “Gregor” acompanha a rotina repetitiva e exaustiva de um personagem comum, em uma jornada que transforma situações banais em uma reflexão sobre o tempo, os sonhos deixados para trás e a necessidade de enxergar beleza nos pequenos detalhes da vida.

O clima geral durante as apresentações foi de muita risada, mas, ao final de cada sessão, o público deixou o teatro também visivelmente emocionado com a narrativa sensível construída pela companhia, de análise sobre as expectativas do cotidiano.

Para a fotógrafa Khadija Delko, que assistiu à peça pela primeira vez, a experiência foi marcante. “Foi lindo. As luzes, as cores, a história. Todo ciclo é tão importante de viver. Foi muito choro, muita lágrima. Olhava para o lado e estava todo mundo chorando”, contou. Ela diz que a principal reflexão deixada pelo espetáculo é a importância de desacelerar e prestar atenção aos detalhes do dia a dia que, muitas vezes, passam despercebidos.

“O espetáculo fala dessa vida caótica do ser humano, de fazer sempre as mesmas coisas todos os dias. Quantos sonhos vão ficando para trás? Achei muito impactante”, apontou a bancária Silmara de Paula Morozini, que assistiu à peça acompanhada de um grupo de amigos, a maioria visitando o Teatro José Maria Santos pela primeira vez.

“É a primeira vez que eu venho nesse teatro, a primeira vez que eu vejo esse espetáculo e, de fato, tudo me surpreendeu. Além dessa vida corriqueira, monótona e repetitiva, o espetáculo mostra que precisamos de outras vidas para completar esses sonhos que são deixados para trás”, complementou a amiga Neuza Salete Pasini Ongaratto, veterinária.

PROCESSO COLABORATIVO – A proposta estética do espetáculo mantém a tradição da G2 Cia de Dança de investir em linguagens híbridas e na experimentação artística. A dramaturgia reúne referências de humor, que vão do cartunista argentino Quino ao gestual do trio espanhol Tricicle, passando pelo cinema clássico de Jerry Lewis e as reflexões existenciais inspiradas na obra de Franz Kafka. 

A trilha sonora e a sonoplastia foram produzidas por Enzo Veiga; a cenografia, por Gabrielle Windmüller, com assistência de Su Monteiro; os figurinos por Cris Rosa; os adereços por Fer Bueno; a iluminação por Nathan Gabriel; e a assistência de direção foi de Vitor Berti.

“Gregor” é a montagem mais recente da G2 Cia de Dança e vem concluindo temporadas de sucesso desde o ano passado, demonstrando a capacidade dos bailarinos da companhia sênior do Teatro Guaíra de transitarem entre diferentes linguagens artísticas. Eles mesmos contribuíram ativamente com referências artísticas, ideias de cenas e sugestões de intervenções cômicas inspiradas em filmes, peças e elementos da cultura pop.

Segundo Moscheto, muitas das referências surgiram durante os ensaios. “Quase todas as referências cinematográficas nasceram da gente estar testando coisas e olhar um para a cara do outro e dizer: ‘o que é isso?’. Ajuda muito ter um bando de cinéfilos no grupo”, disse. Ele cita, por exemplo, o filme “Ghost” e “O Rei Leão”, partes do imaginário popular.

Moscheto destacou ainda que a experiência artística acumulada pelos integrantes da G2 (a maioria com mais de 60 anos de idade) foi fundamental para a construção do espetáculo. “Quando você trabalha com um grupo que já tem muita qualidade artística, zerar não faz sentido. Todos têm muita referência artística que podem trazer para o processo”, afirmou.

Embora a comédia já estivesse presente em outros trabalhos, como “GAG” e “La Cena”, “Gregor” é considerada a primeira incursão totalmente voltada à comédia teatral, em uma construção mais dramatúrgica e menos centrada na dança. Ao todo, nove bailarinos integram a G2: Clionise de Barros, Júlio Mota, Rogério Halila, Leandro Nascimento, Cinthia Andrade, Grazianni Canalli, Neury Gaio, Daisy Wor e Ricardo Garanhani.

Neury Gaio, integrante da companhia, apontou que “Gregor” representou um novo desafio para o grupo, por aprofundar a linguagem teatral e a comicidade. “Foi um trabalho muito novo, com improvisações e uma área muito mais voltada ao teatro. Isso fez com que a gente desenvolvesse ainda mais outras possibilidades artísticas”, disse.

A professora Marília Volbrecht, que acompanha a trajetória da companhia desde o início, destacou essa capacidade de reinvenção artística dos bailarinos. “Mostra como o profissional da dança abre um leque para diversas atividades da arte. Eles nos proporcionam espetáculos maravilhosos”, disse.

26 ANOS DE DANÇA – Criada em dezembro de 1999, a G2 Cia de Dança nasceu no Centro Cultural Teatro Guaíra a partir do desejo de dar continuidade à carreira dos bailarinos do Balé Teatro Guaíra, valorizando a maturidade artística conquistada ao longo dos anos. 

A G2 é a única companhia pública de bailarinos master em atividade na América Latina — todos os bailarinos têm mais de 50 anos —, reafirmando seu papel de referência e inovação na dança contemporânea.

Fonte: PARANAGOV

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