Adolescentes da socioeducação de Maringá concluem curso de panificação e confeitaria

Dois adolescentes do Centro de Socioeducação (Cense) de Maringá vão se formar no curso de qualificação profissional em panificação e confeitaria, na quinta-feira, dia 2 de abril. Eles se somam a outros cinco que fizeram cursos no Instituto de Capacitação e Integração Social de Maringá (ICIS), uma Organização da Sociedade Civil que fez parceria com o Cense para oferecer oportunidades a moças e rapazes que cumprem medidas socioeducativas.

Entre as opções de formação estão, também, os cursos de corte de cabelo masculino e barbearia, corte e costura e manutenção predial, que abordam técnicas básicas e práticas dessas áreas, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades capazes de gerar renda e facilitar a inserção no mercado de trabalho.

O secretário estadual da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge, comenta que essas parcerias se somam aos esforços para que os adolescentes em conflito com a lei sejam preparados para a ressocialização. “Após o acolhimento, o tempo de ociosidade deve ser substituído por leituras, estudos e formação profissional, porque assim o recomeço torna-se realmente possível”, ressalta.  

A iniciativa da parceria começou a partir da busca, pelo Cense, por cursos profissionalizantes alinhados aos Planos Individuais de Atendimento (PIA) dos adolescentes. Além dos dois rapazes que estão finalizando o curso de panificação e confeitaria, desde o início da parceria, em outubro de 2025, nove adolescentes do Cense de Maringá foram atendidos pelo ICIS em diferentes cursos profissionalizantes e cinco concluíram suas formações.

Cada curso é dividido em módulos com duração de dois meses, permitindo que os alunos escolham as áreas de maior interesse e recebam certificação ao final de cada etapa.

O adolescente K., que concluiu o curso de corte de cabelo masculino e barbearia em 2025, diz que a formação foi proveitosa. “Gostei muito do curso, foi bem importante pra mim. Eu até já sabia fazer cortes de cabelo, mas aprendi a me profissionalizar”, relatou. Já o adolescente L., que está finalizando o curso de panificação, ressalta a importância da formação para seu futuro no mercado de trabalho. “Estou gostando da experiência, isso vai me ajudar a conseguir um emprego nessa área mais pra frente”, afirma.

 “Os cursos em áreas de bastante interesse para os adolescentes podem gerar oportunidades de colocação no mercado de trabalho. Essas parcerias reforçam o compromisso das instituições, enquanto também responsáveis na sociedade pela promoção da garantia de direitos de todos os adolescentes”, destaca Alex Sandro da Silva, coordenador do Sistema Socioeducativo do Estado.

O Paraná tem 19 Centros de Socioeducação e nove Casas de Semiliberdade administradas pela Secretaria da Justiça e Cidadania. Essa rede atende meninos e meninas com medidas privativas de liberdade em todo o Estado. As políticas baseiam-se nos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta do adolescente em cumprimento de medida socioeducativa, a partir da articulação de ações de prevenção de fatores de risco, promoção de fatores de proteção e formação intelectual e profissional.

Fonte: PARANAGOV

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