O Corinthians fez um acordo com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e conseguiu reduzir a dívida que tinha com o clube ucraniano, originalmente de R$ 7,2 milhões. O clube brasileiro foi condenado pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte) no último dia 10 de março por conta do débito relacionado à aquisição do volante Maycon, que hoje defende o Atlético-MG.
O Shakhtar tem uma dívida de 500 mil euros com o Corinthians pela contratação do meia-atacante Pedrinho, revelado nas categorias de base do Alvinegro. Em junho de 2021, o clube ucraniano desembolsou 18 milhões de euros (R$ 110 milhões na cotação da época) para tirar o jogador do Benfica, de Portugal.
O Timão, por sua vez, tinha direito a parte desse valor por meio do mecanismo de solidariedade, que prevê uma bonificação para clubes que formaram o atleta entre os 12 e os 23 anos.
A Itatiaia apurou que, com o câmbio atual, a dívida de R$ 7,2 milhões teve redução de pouco mais de R$ 3 milhões, o que foi comemorado no Parque São Jorge.
O Corinthians, porém, trata o tema com cautela. Internamente, o departamento financeiro discute quais recursos utilizará para quitar o restante da dívida com o Shakhtar.
A diretoria corintiana tem até o dia 24 de abril para se acertar com o clube ucraniano. Caso contrário, poderá sofrer um transfer ban da Fifa, ficando impedida de registrar novos jogadores.
O Corinthians, vale lembrar, está em vias de se acertar com o Talleres, da Argentina, por conta da dívida relacionada à aquisição do meia Rodrigo Garro. O clube brasileiro foi condenado na Fifa, e o caso ainda é analisado no CAS.
Entenda a dívida com Shakhtar
O Corinthians foi condenado pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte) no último dia 10 de março a pagar R$ 7,2 milhões ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por conta das renovações do empréstimo do volante Maycon. O atleta se despediu do Timão em dezembro e hoje defende o Atlético.
Vale lembrar que o Corinthians foi condenado na Fifa no dia 2 de junho de 2025 por conta dessa dívida, mas o clube recorreu à última instância, que no caso é o CAS.
O valor de R$ 7,2 milhões diz respeito principalmente às renovações da cessão de Maycon, contratado em meados de 2022. O jogador defendeu o Timão até final de 2025, sem assinar vínculo em definitivo.
O CAS também incluiu na conta uma multa contratual, uma multa aplicada pela Fifa e juros de 10% ao ano sobre valores em atraso.