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Quem passa em frente à Casa Branca nese começo de junho se depara com uma enorme estrutura dividindo atenções com a sede do poder americano: trata-se de um octógono que parece coberto pela bandeira dos Estados Unidos, com estrelas brancas em destaque sobre o fundo azul.

Guindastes também aparecem ao fundo, como parte da construção do novo salão de bailes da Casa Branca, que deve substituir a já demolida área leste.

A dois quarteirões dali, mais uma mudança: o famoso espeho d’água em frente ao Lincoln Memorial foi coberto para uma reforma.

A cidade ainda deve ganhar um “arco triunfal” nos moldes do Arco do Triunfo, em Paris – mas em homenagem à independência dos Estados Unidos.

O presidente americano parece determinado a deixar sua marca nos lugares mais históricos da capital dos Estados Unidos. Ele já mudou completamente o Jardim das Rosas da Casa Branca, por exemplo, criou a “Calçada da Fama dos Presidentes”, com fotos dos líderes anteriores – e bullying contra Joe Biden, representado no espaço por uma foto de uma caneta automática -, além de ter adotado o dourado como principal cor do Salão Oval e das placas da Casa Branca.

O ringue do UFC deve servir para uma comemoração dupla: os aniversários de 80 anos de Trump e de 250 anos da independência dos Estados Unidos.

O tradicional espelho d’água, que foi palco de momentos como a marcha pelos direitos civis na década de 1960, também deve ganhar uma pintura especial em homenagem aos 250 anos de independência americana.

Outras ações devem ser mais permanentes: para conseguir seu tão desejado salão de bailes, Trump ordenou a demolição de toda a ala leste da Casa Branca, onde ficavam escritórios da equipe do governo, principalmente ligados à primeira-dama.

O projeto é alvo de uma batalha judicial que chegou a interromper as obras temporariamente sob a alegação de que o presidente não teria autoridade para ordenar uma alteração deste tamanho na Casa Branca.

Outra batalha judicial envolve o projeto para o arco triunfal de Donald Trump. A ideia é construir o arco mais alto do mundo, mas a recepção do público ao monumento foi, em sua maioria, negativa, e vários aspectos do projeto estão sendo questionados na Justiça.

Ao longo da história, a Casa Branca e os arredores sofreram uma série de mudanças. De uma forma ou outra, todo presidente deixa sua marca em Washington.

O que chama atenção nas ideias de Trump, porém, é o tamanho das alterações – algumas irreversíveis, como a demolição de toda a ala leste da Casa Branca – e a rapidez com que os projetos são apresentados e começam ser colocados em prática.

Como o próprio Trump gosta de lembrar, muito antes da presidência, ele fez seu nome no ramo imobiliário nos Estados Unidos. E as reformas (de imóveis) ainda parecem ocupar muitos dos pensamentos de Donald Trump.



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