Preço do petróleo despenca lá fora e traz algum alívio para economia mundial. Aqui no Brasil, as expectativas vão no sentido oposto.
Estamos na semana de decisão do Copom sobre juros. O Banco Central tem o desafio de lidar com os impactos da guerra no Irã, mas a tarefa mais difícil é doméstica.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para superar Jair Bolsonaro e Dilma Rousseff no destempero gastador em ano eleitoral, contratando risco para governabilidade para o próximo ano em diante.
No caso da inflação provocada pelos gastos públicos, as consequências já chegaram e sobrou para o Banco Central segurar a economia sozinho, com um único instrumento – os juros.
O que, claramente, exige uma taxa mais alta. Por óbvio e por experiência, já sabemos que esse modelo não funciona, nem é sustentável.
Porém, obviedades e bagagem de tanto tempo no poder não foram capazes de sensibilizar Lula. A equipe econômica atual segue dobrando aposta em atender os pedidos do chefe querendo provar que os alarmes e a realidade são coisa de quem é contra o Brasil.