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A Fitch Ratings reafirmou nesta terça-feira (16) a nota de crédito soberano do Brasil em “BB”, com perspectiva estável, mas voltou a destacar a deterioração das contas públicas e a incerteza fiscal como os principais entraves para uma eventual melhora da avaliação do país.

A nota mantém o país dois degraus abaixo do chamado grau de investimento, concedido a países vistos como tendo baixo risco de inadimplência.

Segundo a agência de classificação de risco, a categorização reflete o tamanho e a diversificação da economia brasileira, além da solidez das contas externas, do elevado volume de reservas internacionais e da flexibilidade cambial, fatores que ajudam o país a absorver choques econômicos.

Por outro lado, a Fitch avalia que a trajetória crescente da dívida pública, a rigidez orçamentária, o baixo potencial de crescimento e os desafios de governança continuam limitando a nota do Brasil.

“A incerteza fiscal continua sendo um risco macroeconômico mais amplo”, afirmou a agência em relatório divulgado nesta terça-feira.

A Fitch acrescentou que as perspectivas para reformas estruturais capazes de corrigir os desequilíbrios fiscais devem ficar mais claras apenas após as eleições presidenciais de outubro.

Em atualização



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