Apesar de ver rejeitada mais uma proposta de delação premiada na última segunda-feira (15), familiares e pessoas próximas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ainda ensaiam a defesa de um acordo de colaboração.
Segundo fontes que acompanham as negociações relataram à CNN, novas consultas informais foram feitas por familiares e interlocutores de Vorcaro a especialistas que poderiam ajudar o ex-banqueiro a abrir uma última janela com a Polícia Federal e a PGR (Procuradoria-Geral da República).
A possibilidade de uma nova proposta ser colocada na mesa é cercada de ceticismo. Mas, segundo essas fontes, o julgamento realizado pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) seria chave para os próximos passos do caso.
Na terça-feira (16), a Suprema Corte decidiu manter na prisão Henrique e Felipe Vorcaro, respectivamente, pai e primo do ex-dono do Banco Master.
Os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux votaram pela manutenção das prisões preventivas.
Gilmar Mendes votou pela concessão de prisão domiciliar para o pai do banqueiro e por outras medidas cautelares para o primo.
A situação do pai de Vorcaro, em especial, é mencionada nas conversas reservadas como o ponto mais sensível para o banqueiro e sua família.
No entorno de Vorcaro, fala-se na manutenção da prisão como um instrumento de pressão sobre o banqueiro.
No julgamento de ontem, o próprio Gilmar Mendes questionou a permanência de Henrique Vorcaro na prisão, enquanto outros personagens envolvidos no caso Master foram soltos.
O ministro disse que tal situação “parece destoar da lógica de isonomia e proporcionalidade”.