Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontraram e trocaram cumprimentos na noite de terça-feira (16), durante um evento social da cúpula do G7, em Evian-les-Bains, na França.
Foi o primeiro encontro pessoal dos dois desde que o governo dos Estados Unidos classificou o Comando Vermelho e o PCC como entidades terroristas e também ameaçou o Brasil com um novo tarifaço.
Apesar do encontro e dos cumprimentos, os dois vão deixar a cúpula do G7 sem uma reunião formal sobre os dois assuntos, considerados importantes na agenda bilateral.
O governo brasileiro informou que nenhum dos dois lados pediu uma reunião formal entre os líderes.
Fontes do governo afirmaram que não fazia sentido pedir uma reunião com Trump enquanto os dois países continuam discutindo a ameaça do tarifaço através dos seus ministérios. No sábado (13), ocorreu a última reunião entre representantes dos dois governos para discutir a parte técnica das tarifas, sem avanços.
O governo também não acredita que os Estados Unidos vão recuar na classificação dos dois grupos criminosos como entidades terroristas, uma decisão unilateral tomada apesar da oposição de Brasília.
Além do momento do primeiro cumprimento entre os dois, Lula e Trump já haviam se esbarrado em pelo menos três outras oportunidades durante a cúpula: em duas fotos com a presença de todos os líderes do G7 e convidados e em uma reunião sobre desenvolvimento.
Nessa reunião, Lula fez críticas indiretas justamente às duas decisões do governo americano que afetam o Brasil.
Falando praticamente frente a frente com Trump, que estava sentado no lado oposto de uma grande mesa oval, Lula criticou o protecionismo e o unilateralismo e defendeu o respeito à soberania dos Estados na luta contra o crime transnacional.