A transferência do controle da Fiol 1 (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) para a Mota-Engil ainda depende de uma etapa formal junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
O diretor-geral da agência, Guilherme Sampaio, explicou à CNN que a empresa ainda protocolar o pedido de transferência acionária para que a compra avance.
Sampaio afirmou que a orientação do governo é que, assim que a documentação for apresentada, o processo receba tratamento prioritário dentro da agência reguladora.
A expectativa do Ministério dos Transportes é concluir a operação em agosto. No entanto, fontes ouvidas pela reportagem avaliam que a negociação é complexa e envolve diferentes frentes regulatórias e empresariais, o que pode levar a um prazo maior para a conclusão do negócio.
Com a aquisição da Bamin, a Mota-Engil passa a administrar, além da Fiol 1, o Porto Sul, em Ilhéus, e uma operação de minério também na Bahia. Para que a operação seja efetivada, ainda é necessária uma autorização formal da ANTT que vai viabilizar a mudança do controle acionário.
O governo federal considera a transação estratégica para destravar a implantação da Fiol 1, trecho ferroviário que ligará os municípios de Caetité e Ilhéus, na Bahia. Quando concluída, a ferrovia será responsável pelo escoamento da produção mineral da região até o Porto Sul, que também será construído pela Mota-Engil.
Além disso, a conclusão da Fiol 1 é vista como etapa fundamental para a expansão do projeto ferroviário no estado. A construção da Fiol 3 depende da integração operacional da Fiol 1, da Fiol 2 — atualmente em obras pelo poder público — e do Porto Sul, formando um corredor logístico voltado ao transporte de minério e cargas do interior baiano até o litoral.