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A direita ganha força na América Latina e a eleição presidencial na Colômbia é mais um sinal dessa mudança no pêndulo político na região.

Depois de um ciclo de governos de esquerda ou centro esquerda mais assistencialistas, o descontentamento com a economia e, notadamente com a segurança, tem empurrado eleitores para candidatos que prometem ruptura com o “sistema”.

Confirmada a eleição do direitista Abelardo De La Espriella, a Colômbia se junta a um movimento já observado em outros países latino americanos, redesenhando o mapa político da região.

No meio desse novo mapa está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que nos primeiros mandatos governou cercado de aliados ideológicos. Agora, está mais isolado politicamente.

A questão relevante, porém, vai além da disputa entre esquerda e direita. A América Latina carrega uma longa história de instabilidade institucional, autoritarismo e radicalização política.

Nessa nova polarização, o teste será a capacidade das democracias de preservar contrapesos, respeitar resultados eleitorais e manter as instituições funcionando acima da radicalização política.



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