Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, relatou uma pressão de policiais penais do Complexo da Papuda sobre uma eventual delação premiada.
O episódio descrito por ele teria sido na semana passada, quando ele foi retirado da cela onde está no presídio para uma sala e, lá, foi questionado sobre o motivo de não fechar um acordo.
A narração consta em uma petição enviada pela defesa de Antunes ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A defesa diz, também, que mais de dez perguntas foram feitas ao preso, sem a presença de advogados, e insistiram no quesito delação premiada por cerca de uma hora.
A petição pede que o ministro relator do caso cobre a penitenciária sobre os responsáveis pelo episódio e os motivos do interrogatório que foi realizado. O documento foi enviado na sexta-feira (19).
Procurada pela CNN, a Seape (Secretaria de Administração Penitenciária do DF) não se pronunciou. A defesa do Careca do INSS não quis comentar o caso.
Antônio Camilo Antunes está preso no âmbito da operação Sem Desconto, apontado pela Polícia Federal como responsável pelas fraudes bilionárias em contracheques de aposentados e pensionistas.
Não há no momento negociação para delação por parte dele. Por outro lado, o empresário Maurício Camisotti, preso na mesma operação, fechou acordo com a PF.