O PSB tem cobrado celeridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na definição do palanque em São Paulo.
A demora do petista tem criado o que dirigentes de esquerda classificam como “traumas na relação” entre os pré-candidatos no maior colégio eleitoral do país.
Inicialmente, o movimento para uma chapa puro-sangue ao Senado, com dois nomes do PSB, gerou incômodo na ex-ministra Marina Silva, da Rede.
Agora, a disputa pela vaga do PSB para a Casa Legislativa, entre Simone Tebet e Márcio França, também tem criado uma saia-justa dentro da legenda.
Dirigentes do partido entendem que uma decisão final não pode passar de julho, evitando que a demora crie novas celeumas que podem atrapalhar uma unidade em São Paulo.
A avaliação é de que a demora prejudica as campanhas, visto que a direita já definiu seus nomes, com André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), saindo na frente na busca por votos.
Lula deve se reunir com a cúpula nacional do PSB nos próximos dias para tomar uma decisão. Hoje, a tendência é que Marina e Tebet disputem o Senado. Nesse cenário, França seria candidato a vice-governador com o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT.