O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu manter parte da equipe do gabinete de prontidão durante o recesso do Judiciário, em julho.
A decisão ocorre em meio aos desdobramentos das investigações sobre o Master, que na semana passada atingiu o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Assessores de Mendonça e o próprio ministro permanecerão trabalhando para analisar eventuais medidas urgentes encaminhadas, durante o recesso, pela Polícia Federal ou pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
A avaliação é de que o inquérito tem evoluído, com novas frentes de investigação e a expectativa de novos pedidos ao Supremo.
Nas últimas semanas, a Polícia Federal deflagrou novas etapas da apuração do Master, com operações que alcançaram diferentes núcleos políticos. As mais recentes envolvem o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Agora, entra no radar de Mendonça a possibilidade de abrir uma investigação dos recursos enviados por Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”.
Além do inquérito do Master, André Mendonça também é relator das investigações sobre as fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS. As duas apurações passaram a concentrar grande parte da atuação do gabinete do ministro nos últimos meses.
A CNN já mostrou, por exemplo, que os dois escândalos se conectam em alguma medida. Informações obtidas pela Polícia Federal no caso Master passaram a subsidiar linhas de investigação da CPMI do INSS.
Por isso, a decisão de manter a equipe mobilizada durante o recesso reflete justamente a avaliação de que os dois inquéritos permanecem em estágio sensível e podem demandar providências urgentes nas próximas semanas.