A Volkswagen estaria planejando cortar até 100 mil empregos nos próximos anos, o que representa 15% de sua força de trabalho global.

Os cortes de empregos ocorreriam juntamente com o fechamento planejado de quatro fábricas na Alemanha e uma redução de 15% nos investimentos nos próximos cinco anos, de acordo com uma reportagem publicada nesta sexta-feira (26) pela Manager Magazin, uma revista alemã de negócios.

O relatório acrescentou que a Volkswagen – a maior montadora da Alemanha e uma de suas principais empregadoras – planeja separar sua principal marca e seu negócio de autopeças em entidades distintas. A empresa detém diversas outras marcas, incluindo Audi e Porsche.

Um porta-voz da Volkswagen recusou-se a comentar à CNN Internacional sobre “documentos internos e confidenciais”.

“As questões subjacentes serão discutidas e aprovadas nas respectivas comissões”, acrescentou o porta-voz. “Não vamos antecipar esse processo.”

A VW emprega quase 660.000 pessoas em todo o mundo e já havia anunciado planos para cortar 50.000 postos de trabalho na Alemanha até 2030.

Assim como muitas montadoras europeias, a empresa tem sido afetada pelas novas tarifas sobre suas exportações para os Estados Unidos, além de ter dificuldades para conter o crescimento das fabricantes chinesas de veículos elétricos, como a BYD.

O porta-voz da Volkswagen afirmou que a empresa precisa de “um foco mais preciso, bem como uma disciplina mais rigorosa em relação aos custos e investimentos” para se adaptar à sua nova realidade, acrescentando que seu modelo de negócios tradicional – fabricar carros na Europa e exportá-los globalmente – “não funciona mais” para todas as suas marcas.

É provável que qualquer corte de empregos encontre resistência por parte dos sindicatos alemães.

“Se tais planos forem levados adiante, nós os impediremos com todas as nossas forças”, afirmaram o sindicato IG Metall e o Conselho Geral de Trabalhadores da Volkswagen em um comunicado conjunto na sexta-feira.

As ações da Volkswagen caíram 1,5% no início da tarde, horário local. Seus papéis acumulam queda de mais de 25% neste ano.

Robert North e Chris Isidore, da CNN Internacional, contribuíram para esta reportagem



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