O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad, pretende colocar a segurança pública no centro do seu plano de governo. Levantamento da Genial/Quaest mostra que a violência é apontada por 34% dos paulistas como o principal problema do estado.

A estratégia retoma o que o ex-ministro da Fazenda costumava chamar de combate ao “andar de cima” do crime organizado quando ainda estava no governo federal. A ideia é mirar estruturas financeiras das facções criminosas.

No Ministério da Fazenda, Fernando Haddad defendeu reiteradamente o fortalecimento da inteligência financeira, o combate à lavagem de dinheiro e a integração entre os órgãos de investigação como forma de atingir o comando das facções.

Nos bastidores, a avaliação da campanha de Haddad é de que há espaço para apresentar uma alternativa ao modelo de segurança adotado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal adversário nas urnas.

Integrantes do grupo do ex-ministro argumentam que, embora a atual gestão tenha registrado queda em indicadores como roubos, especialistas em segurança vêm apontando aumento da letalidade policial, dos feminicídios e da violência sexual.

Além do enfrentamento ao crime organizado, o plano reservará um capítulo específico para a proteção das populações mais vulneráveis. A proposta prevê políticas voltadas ao combate à violência contra mulheres, crianças e idosos, com fortalecimento das redes de prevenção, acolhimento e atendimento às vítimas.

Nos últimos meses, Haddad também tem intensificado conversas com representantes das polícias para discutir medidas para a área de segurança pública e construir propostas que dialoguem com as corporações.

Embora a segurança seja tratada como a principal vitrine do programa, educação, saúde e mobilidade urbana também integrarão os quatro eixos centrais do plano de governo que o petista apresentará em 15 de agosto.



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