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Os Estados Unidos estão se preparando para estabelecer uma presença militar em uma base aérea em Damasco para ajudar a viabilizar um pacto de segurança que Washington está intermediando entre a Síria e Israel. 

Segundo fontes familiarizadas com o assunto, os planos dos EUA para a presença na capital síria são um sinal do realinhamento estratégico entre Síria com os EUA após a queda do antigo líder Bashar al-Assad, aliado do Irã, em 2007.

A base está localizada na entrada de partes do sul da Síria que deverão formar uma zona desmilitarizada como parte de um pacto de não agressão entre Israel e a Síria.

Esse acordo está sendo mediado pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

O líder americano se reunirá com o presidente sírio Ahmed al-Sharaa na Casa Branca na segunda-feira (10), a primeira visita desse tipo de um chefe de Estado sírio.

A Reuters conversou com fontes familiarizadas com os preparativos na base, incluindo dois funcionários ocidentais e um oficial de defesa sírio, que confirmaram que os EUA planejavam usar a base para ajudar a monitorar um possível acordo entre Israel e Síria.

Um funcionário do governo dos EUA disse que o país está “avaliando constantemente a postura necessária na Síria para combater eficazmente o ISIS (Estado Islâmico) e não comentam sobre locais ou possíveis locais de operação das forças”.

Os planos do Pentágono foram acelerados nos últimos dois meses com diversas missões de reconhecimento a base, segundo informações de um oficial militar ocidental.

Essas missões concluíram que a longa pista de pouso da base estava pronta para uso imediato.

As negociações técnicas têm se concentrado no uso da base para logística, vigilância, reabastecimento e operações humanitárias, enquanto a Síria manteria a soberania total sobre a instalação.

 

Presença conjunta entre Síria e EUA

Os novos planos dos EUA parecem espelhar outras duas novas presenças militares americanas na região, que monitoram acordos de cessação de hostilidades: uma no Líbano, que acompanha de perto o cessar-fogo do ano passado entre o grupo armado libanês Hezbollah e Israel, e outra em Israel, que monitora a trégua da era Trump entre o grupo militar palestino Hamas e Israel.

Os Estados Unidos já têm tropas estacionadas no nordeste da Síria, como parte de um esforço de uma década para ajudar uma força liderada pelos curdos a combater o Estado Islâmico.

Em abril, o Pentágono anunciou que reduziria pela metade o número de tropas na região.

O presidente sírio afirmou que qualquer presença de tropas americanas deve ser acordada com o novo Estado sírio. Em breve, o país deverá aderir à coalizão global anti-ISIS liderada pelos EUA, segundo autoridades americanas e sírias.

Os Estados Unidos têm trabalhado há meses para chegar a um pacto de segurança entre Israel e a Síria, dois inimigos históricos.

Esperava-se que o acordo fosse anunciado na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, mas as negociações sofreram um revés de última hora.

Uma fonte síria familiarizada com as negociações disse à Reuters que Washington estava pressionando a Síria para chegar a um acordo antes do final do ano, e possivelmente antes da viagem de Sharaa a Washington.



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