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Com crescimento superior a 500% em sete anos, Paraná passa da marca de 2 mil startups

 De Leste a Oeste, as startups paranaenses estão espalhadas por todas as regiões. Curitiba tem a maior parcela de formalizadas, contabilizando 563, ou seja, 36% das startups no Estado. O Noroeste fica em segundo lugar, com 269, sendo 174 de Maringá. 

O Paraná tem registrado um crescimento expressivo no número de startups, reflexo de políticas públicas estaduais, investimentos em tecnologia e da integração entre governo, universidades e setor privado. Segundo dados do mais recente Mapeamento das Startups Paranaenses, feito anualmente pelo Sebrae/PR, até 2024 o Paraná registrou 2.095 empresas com esse perfil em atividade, sendo 1.548 formalizadas e 547 em fase de estruturação.

Em 2018, o Paraná registrava 319 startups formalizadas (no levantamento não constavam dados sobre empresas em processo de estruturação). O aumento representa um salto de 556% no número de empresas voltadas para o setor de inovação.

De Leste a Oeste, as startups paranaenses estão espalhadas por todas as regiões. Curitiba tem a maior parcela de formalizadas, contabilizando 563, ou seja, 36% das startups no Estado. O Noroeste fica em segundo lugar, com 269, sendo 174 de Maringá. O Norte vem na sequência, com 238 empresas, tendo Londrina como a cidade da região com mais startups, somando 178.

O amadurecimento da rede de startups no Estado também se reflete na presença daquelas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, as chamadas Unicórnios. Sem nenhuma em 2018, o Paraná passou a contar, em 2025, com três empresas nesse patamar: Olist, de soluções de venda online; MadeiraMadeira, plataforma de venda de móveis; e Ebanx, de soluções para pagamento online de empresas globais.

Para o secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o avanço se deve principalmente à estratégia contínua do Governo do Paraná em fortalecer a cultura de inovação em diferentes regiões do Estado. “O Paraná está se tornando cada vez mais um celeiro de startups. Estamos mostrando que investir na inovação é também investir em um desenvolvimento sustentável em vários segmentos, o que traz benefícios diretos para nossa população”, disse.

Ainda segundo o mapeamento do Sebrae/PR, cerca de 51% das empresas estão na fase de validação, ou seja testando as soluções criadas e avaliando a viabilidade mercadológica. Nesta etapa, muitas empresas buscam por recursos financeiros para continuarem a desenvolver suas ideias e posteriormente chegarem à fase de expansão.

Para isso, programas como o Paraná Anjo Inovador demonstraram ser uma importante ferramenta de apoio para viabilizar e aumentar as chances de sucesso de startups. Com dois editais publicados entre 2023 e 2024, o programa de subvenção econômica do Governo do Estado, coordenado pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), destinou R$ 37 milhões para apoiar 148 empresas paranaenses enquadradas como startups.

O aporte tem como objetivo impulsionar a inovação no Paraná ao auxiliar essas empresas a desenvolverem produtos, serviços, processos e soluções inovadoras em áreas como saúde, educação, agricultura, gestão pública, esportes, alimentação, cidades inteligentes e inovação social.

Em especial, o segundo edital do Anjo Inovador teve um impacto relevante no cenário das startups paranaenses. Segundo o Sebrae-PR, das 469 empresas inscritas, 101 foram abertas durante o período de inscrição do programa.

O coordenador de Startups e TIC do Sebrae/PR, Rafael Tortato, destaca que esse crescimento é resultado direto do fortalecimento do ecossistema de inovação, impulsionado por iniciativas conjuntas entre governo, universidades, instituições empresariais e o setor produtivo. “Esse movimento evidencia a consolidação do Paraná como um dos principais polos de inovação do país. Graças aos editais de fomento e ao apoio desse ecossistema, estamos criando um ambiente cada vez mais favorável ao surgimento de novas ideias e negócios”, afirma.

EDITAIS DE FOMENTO – Além do Paraná Anjo Inovador, diversos editais de fomento a startups foram lançados desde 2018 pelo Governo do Estado. Nos últimos sete anos, a Fundação Araucária contou com sete iniciativas voltadas ao suporte de empresas de inovação e um investimento de mais de R$ 300 milhões para startups viabilizarem negócios.

Entre eles, o Sinapse, programa de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico que contou com 93 empresas contratadas pelo edital em 2018. Outra ação é o Tecnova, que na edição de 2020 contemplou 34 empresas para receberem apoio financeiro e intelectual. Atualmente na terceira edição, o Tecnova 2025 contou com 560 propostas submetidas. Destas 397 foram habilitadas e estão em fase de avaliação de mérito.

A Fundação Araucária lançou também, em parceria com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), cinco edições do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), que desde 2020 contou com 381 inscritos, e 40 projetos escolhidos para receberem aporte financeiro e capacitação mercadológica para desenvolverem e implementarem as ideias.

Mais voltado para tirar ideias do papel, a instituição lançou dois editais do Centelha, programa promovido em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para estimular o empreendedorismo por meio da criação de negócios inovadores. Nas duas edições, lançadas em 2020 e 2022, foram 75 empresas apoiadas.

“Essas iniciativas contribuem para a efetivação da nossa visão estratégica para o Paraná, em que conhecimento e inovação se transformam em desenvolvimento econômico e social para o Estado”, afirmou o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

AMBIENTES PROMOTORES – Além de editais de fomento, outro aspecto relevante que ajudou a alavancar a quantidade de startups no Paraná foi o trabalho conjunto entre o Poder Público, iniciativa privada e universidades para criação de espaços propícios à criação de empresas de inovação.

Atuando desde 2018, o Sistema de Ambientes Promotores de Inovação (Separtec), vinculado à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), tem como objetivo fortalecer o ecossistema de inovação estadual por meio de espaços que ofereçam condições para que empreendedores e pesquisadores transforme ideias em soluções.

Atualmente, o Paraná conta com quase 500 ambientes de inovação credenciados, distribuídos em todo o território, incluindo 37 parques tecnológicos, 53 incubadoras, 63 pré-incubadoras, 12 aceleradoras, 64 centros de inovação, 35 agências de inovação, 74 hubs e 54 espaços maker. Essa rede garante que o desenvolvimento tecnológico alcance tanto a Capital quanto o Interior do Estado.

Em 2023, o Governo do Estado, por meio da Seti destinou R$ 34 milhões para o fomento de ambientes promotores de inovação de todas as regiões do Paraná, divididos em dois editais, um voltado a projetos apresentados por instituições de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica, públicas e privadas, e o outro para propostas de demais organizações do setor público e da iniciativa privada.

Ainda em outubro de 2025, o Governo anunciou a destinação de R$ 30 milhões para uma nova chamada pública voltada à execução do plano de ação do Separtec 2025/2026. Com o investimento, o sistema tem como foco o fomento às empresas e ambientes de inovação credenciados e o apoio para a realização de eventos, missões nacionais e internacionais e ações de comunicação para fortalecer a cultura empreendedora.

Para o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, o crescimento do ecossistema paranaense é resultado de uma estratégia contínua e planejada. “O fortalecimento de ambientes de inovação é fundamental para consolidar o Paraná como um polo de tecnologia e desenvolvimento e essa diretriz reforça o compromisso do governo estadual em fomentar ações voltadas ao empreendedorismo inovador e ao apoio consistente a esses novos negócios”, afirma.



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