O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pedirá explicações à direção da Penitenciária da Papuda, em Brasília, sobre a denúncia feita pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. Ele alega ter sofrido pressão de agentes penitenciários para fechar delação premiada.
Segundo uma petição apresentada ao gabinete de Mendonça, Antunes afirmou ter sido retirado da cela, na semana passada, e questionado por agentes penitenciários sobre a negativa em fechar um acordo de colaboração. Mendonça é relator dos processos relacionados ao esquema de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O “Careca do INSS” é apontado pela PF (Polícia Federal) como personagem central das apurações e está preso preventivamente por determinação da Justiça. Ele não propôs acordo de delação com a PF. Diferentemente do empresário Maurício Camisotti, preso na mesma operação, que está com o processo sendo construído pelos advogados após uma primeira negativa do Supremo.
As suspeitas sobre a pressão contra o Careca podem gerar desdobramentos, uma vez que questionamentos sobre a condução das negociações podem impactar decisões sobre o escândalo do INSS e o Master.
Até agora, André Mendonça não definiu para onde encaminhará o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, por exemplo. A denúncia de Antunes pode impactar a decisão de Mendonça.