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Os impasses sobre temas sensíveis que causam grande divergência em consultas paralelas na COP30 ameaçam impactar a agenda de negociação da conferência sobre mudança climática das Nações Unidas.

Quatro itens fazem parte desse debate paralelo à agenda principal da COP30: o financiamento de países ricos a países em desenvolvimento, metas climáticas, relatórios de transparência e medidas unilaterais de comércio.

Os países ricos, liderados pelos europeus, colocam na mesa a necessidade de metas climáticas mais robustas e frequentes, além de exigir mais transparência sobre como esses países as implementam. Além disso, há pressão sobre aqueles que sequer entregaram suas metas, como a Índia.

Os países em desenvolvimento, por sua vez, pressionam pela obrigatoriedade de os países ricos financiarem com recursos públicos a transição energética dos países em desenvolvimento, e pela eliminação das medidas comerciais unilaterais dos países travestidas de discurso ambiental, o chamado protecionismo verde. Os europeus têm resistido a ambos os pontos.

Esses quatro itens são discutidos em consultas aos países e são debatidos paralelamente à agenda da conferência por serem os mais polêmicos e com maiores divergências. Essa foi a estratégia da presidência da COP30 para dar início à conferência, na segunda-feira (10), sem correr o risco de não haver consenso na agenda principal das negociações.

O item que mais tem gerado divergência é o do financiamento de países ricos a nações em desenvolvimento. Um imbróglio que se repete a cada COP. Países árabes, por exemplo, têm atuado ao longo desta semana para frear o avanço dessas conversas.

A sinalização que essas e outras nações ricas têm dado é a de que podem atravancar outros itens da agenda principal. Um tópico que pode ser afetado é o de adaptação, uma das prioridades do Brasil para essa conferência.

Essa pauta trata das mudanças necessárias para suportar os efeitos do aquecimento global já alcançado até os dias de hoje. As medidas necessárias incluem tanto modificações em estruturas urbanas, como sistemas baseados na natureza, quanto nos ecossistemas naturais como a restauração de florestas e outras vegetações nativas.

Países africanos e outras nações em desenvolvimento têm apresentado resistência a este item. Eles sustentam que precisam de tempo para se adequar a esses parâmetros e, acima de tudo, de dinheiro para conseguir implementar essas mudanças.

Negociadores e observadores que acompanham as tratativas não demonstram preocupação com os impasses. Eles lembram que os entraves são comuns a essa altura da conferência e que a chegada dos ministros estrangeiros na próxima semana ajudará a destravar a agenda.

A CNN mostrou nesta sexta-feira que o presidente Lula avalia retornar a Belém na próxima semana para ajudar nas negociações da COP30. A avaliação é a de que o retorno do presidente para a conferência possa ajudar a destravar as tratativas.



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