As ações de petrolíferas operam com desempenho robusto na bolsa paulista nesta segunda-feira (2), após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã no fim de semana, o que fez os preços do petróleo dispararem no mercado internacional.

Os ataques, que começaram no fim de semana e mataram o líder supremo iraniano Ali Khamenei, foram revidados por Teerã e interromperam o transporte marítimo no crucial Estreito de Ormuz, por onde passam mais de 20% do petróleo global.

Nesta segunda-feira, o barril do petróleo sob o contrato Brent saltava 8,6%, a US$ 79,14.

“A redução do tráfego de embarcações, o aumento dos custos de seguro e o maior risco de trânsito estão apertando a disponibilidade de curto prazo e incorporando um prêmio geopolítico ao Brent”, afirmaram analistas do BTG Pactual.

“A duração será, em última instância, determinante para a magnitude: quanto mais o conflito persistir, maior a probabilidade de ataques diretos à infraestrutura de energia e prejuízos estruturais aos fluxos globais de comércio.”

Eles acrescentaram que o envolvimento de múltiplos Estados do Golfo Pérsico torna o conflito materialmente diferente de outros no Oriente Médio e muito mais sistêmico do que as interrupções anteriores da Venezuela neste ano.

“Nesse contexto, Prio permanece como nossa exposição preferida a preços mais altos do petróleo, por ser o nome menos protegido por hedge em nossa cobertura e ter 100% de exposição à produção de óleo”, afirmaram em relatório a clientes.

Petrobras e Brava, acrescentaram Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, também oferecem alavancagem ao petróleo.

“Mas os hedges e a exposição ao gás natural da Brava limitam a captura plena da alta e a integração de refino da Petrobras e a provável defasagem nos reajustes domésticos de preços de combustíveis reduzem sua sensibilidade a um Brent mais elevado.”

Na bolsa paulista, por volta de 11h10, as ações PN da Petrobras subiam 4,65%, enquanto os papéis ON da estatal tinham elevação de 4,47%. Prio avançava 5,47%, Brava ganhava 3,76% e PetroReconcavo valorizava-se 3,41%.

Analistas do Bradesco BBI/Ágora Investimentos também afirmaram que a principal incerteza reside na duração e na intensidade do conflito.

“Caso o Estreito de Ormuz permaneça parcialmente comprometido e o prêmio geopolítico se sustente, há espaço para preços de petróleo mais altos no curto prazo”, afirmaram em relatório a clientes.

Citando as empresas sob sua cobertura, Vicente Falanga e Ricardo França destacaram que o impacto dependerá da relação entre a alta do Brent e o aumento dos custos de frete e seguro.

“Companhias mais expostas ao preço à vista e com menor proteção via hedge — como Petrobras, Prio e PetroReconcavo — tendem a capturar melhor eventuais altas adicionais do petróleo”, avaliaram.

“Já empresas com maior cobertura de hedge, como Brava Energia, devem sentir um efeito mais moderado no curto prazo.”

Os analistas ressaltaram, porém, que ampliar exposição ao setor com base em um evento “cuja duração ainda é incerta — e que pode se encerrar rapidamente — representa um movimento taticamente arriscado”.



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