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Pesquisadores do IFCE (Instituto Federal do Ceará) investigam a possível presença de petróleo em uma área rural de Tabuleiro do Norte, no Sertão do Ceará, após um agricultor da região, Sidrônio Moreira, ter encontrado um material escuro, viscoso e inflamável durante a perfuração de poços artesianos em busca de água.

A suspeita surgiu a partir de análises físico-químicas preliminares que indicaram semelhança com hidrocarbonetos encontrados em áreas de exploração da Bacia Potiguar, segundo informações divulgadas pela instituição na última sexta-feira (20).

O episódio ocorreu no Sítio Santo Estevão, área rural situada no topo da Chapada do Apodi, no Baixo Vale do Jaguaribe, a cerca de 35 quilômetros da sede de Tabuleiro do Norte. Morador da comunidade, o agricultor Sidrônio Moreira decidiu investir recursos próprios na perfuração de um poço artesanal como tentativa de enfrentar a falta recorrente de água na propriedade.

A escavação, iniciada em novembro de 2024, ultrapassou 40 metros de profundidade, mas não atingiu o lençol freático. No lugar da água, surgiu um material escuro, espesso e com odor característico, o que levou à interrupção imediata do trabalho.

Na tentativa de contornar o problema, Sidrônio autorizou uma nova perfuração em outro ponto do terreno, a cerca de 50 metros de distância. O resultado, porém, foi semelhante. Com aproximadamente 23 metros de profundidade, voltaram a aparecer indícios do mesmo material, o que levou à suspensão definitiva das escavações.

Os poços foram isolados e a família permaneceu sem acesso à água. Meses depois, um dos filhos de seu Sidrônio decidiu recolher uma amostra do líquido encontrado, improvisando instrumentos para retirá-lo do interior do poço. O comportamento inflamável do material reforçou a suspeita de que não se tratava de água.

A amostra foi encaminhada ao campus de Tabuleiro do Norte do Instituto Federal do Ceará. O engenheiro químico Adriano Lima afirmou que a instituição recebeu o relato com cautela, sobretudo pela profundidade rasa em que o material teria sido encontrado, o que não é comum em ocorrências desse tipo.

Diante das características observadas, o IFCE decidiu aprofundar a apuração e buscou apoio externo para a realização de análises físico-químicas. O material foi enviado ao Núcleo de Pesquisa em Economia de Baixo Carbono da Universidade Federal do Semi-Árido, em Mossoró (RN).

Segundo Adriano Lima, os testes indicaram que se trata de uma mistura de hidrocarbonetos com propriedades semelhantes às do petróleo extraído em terra na Bacia Potiguar. A constatação, no entanto, é preliminar e não configura confirmação de jazida ou viabilidade de exploração.

Com o resultado inicial, o IFCE orientou a família sobre os procedimentos legais e informou que recursos minerais pertencem à União, ainda que encontrados em propriedade privada. O caso foi comunicado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, responsável por avaliar a situação.

Segundo o IFCE, levantamentos cartográficos indicam que a área do achado está fora dos blocos atualmente autorizados para exploração, o que exige estudos geológicos mais aprofundados e vistoria oficial para determinar a dimensão e a natureza do material.

Apesar da descoberta, a prioridade da família continua sendo o acesso à água. Em uma região marcada pela irregularidade das chuvas, Sidrônio Moreira afirma que garantir esse recurso é essencial para permanecer no campo.



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