Água Segura: programa avança em estratégias sustentáveis para o futuro

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) e o Instituto Água e Terra (IAT) estiveram reunidos na sede do IAT em Ponta Grossa nesta sexta-feira (06), para a 33ª reunião do Programa Água Segura. Com abrangência estadual, o programa integra o Plano de Segurança da Água (PSA).

Seu objetivo é identificar riscos em todas as etapas do abastecimento, do manancial ao consumidor final, para implementar medidas de controle que garantam a qualidade e a disponibilidade da água para o abastecimento público no Paraná.

A gerente de Recursos Hídricos da Sanepar, Ester Assis Mendes, explica que o plano de segurança trabalha de forma preventiva na gestão de risco de toda a cadeia de abastecimento de água.

 “A Sanepar precisa de uma água de boa qualidade para tornar potável e distribuir à população. Esta água vem de um sistema natural, que é usado por todos dentro de uma bacia hidrográfica – indústria, agropecuária, lazer. Então, a água de boa qualidade no manancial depende da ação de toda a sociedade, para ser usada por essa mesma sociedade”, afirma.

O trabalho deve envolver ao todo 42 microbacias hidrográficas, abrangendo, até 2028, 382 municípios. “Há mais de um ano assinamos um convênio trazendo parceiros importantes para o manejo do solo, para a previsão hidroclimática, para a fiscalização dos usos agropecuários, florestais e de uso do solo, para que, juntos, possamos fomentar e implantar ações de manejo sustentável”, reforça a gerente. 

“É assim que o Água Segura vem trabalhar em toda a cadeia, com segurança e também trazendo as responsabilidades de cada um para a proteção e conservação deste recurso, que é de toda a sociedade.”

 O convênio abrange, além de Sanepar, IDR e IAT, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

Avner Paes Gomes, coordenador de Recursos Naturais e Sustentabilidade do IDR, conta que o órgão está focado nas ações de extensão rural, com a instalação de unidades de referência. As unidades modelo vão receber investimento em tecnologias de produção sustentável, como práticas de proteção de solo, manejo de dejetos, recuperação de áreas degradadas, entre outras atividades.

“Estas áreas servirão como exemplo na adoção de tecnologias e das boas práticas nas áreas de manancial, visando abranger produtores do entorno e toda a população, rural e urbana”, informa.

PONTA GROSSA – A microbacia da Represa de Alagados, localizada entre Ponta Grossa, Castro e Carambeí, é uma das prioridades do Programa Água Segura. Com atividades de usos múltiplos em toda a região, a escassez de chuvas na área da bacia e as altas temperaturas resultaram numa hiperfloração de algas na Represa, que é usada para o abastecimento público em Ponta Grossa.

“Há uma situação atípica no manancial, neste momento diretamente relacionada ao fator climático. Em fevereiro de 2025, a vazão da Represa era de 16 metros cúbicos por segundo. Hoje, estamos com uma vazão de 2 metros cúbicos por segundo, muito abaixo da média histórica para esta época do ano”, compara Raul Marcon, coordenador de Recursos Hídricos da Sanepar.

Em fase de elaboração de diagnóstico, nos próximos meses o Programa Água Segura deve iniciar as ações em oito microbacias do estado, incluindo Alagados, para avaliar, fiscalizar e tomar medidas de controle e proteção dos mananciais. 

Fonte: PARANAGOV

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