Membros do PT de São Paulo iniciaram um movimento interno para articular pela ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB-SP), na vaga de vice de Fernando Haddad.
A visão é de que a composição ajudaria a abrir espaço para o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB-SP), na disputa ao Senado. Tebet, por sua vez, ajudaria no contato com interior paulista, que tende a ser um desafio para a expansão do potencial eleitoral de Haddad.
A repetição do PSB em duas vagas na chapa não é vista necessariamente como um problema pelos petistas, que pontuam que outras siglas ainda podem ser atraídas para o projeto de Haddad.
O ex-ministro da Fazenda tem dado indicativos de que ainda deve levar um tempo para decidir a formatação final da chapa. Em entrevista ao Bastidores CNN na quarta-feira (15), ele afirmou que tem um bom problema para resolver.
“É o melhor problema. Todo mundo passou pelo crivo da ética, ninguém tem problema nenhum com nada, tudo ficha limpa”, afirmou, ressaltando o perfil dos possíveis integrantes de sua chapa.
A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), também já se colocou à disposição para a disputa ao Senado na chapa de Haddad.
As escolhas envolvem ainda a análise de cenário sobre as candidaturas mais competitivas para vencerem a eleição ao Senado. Petistas pontuam que Tebet, por exemplo, tem as maiores chances dos três, e que não é uma peça a ser desperdiçada caso Haddad não vença em São Paulo.