O senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso Nacional, rejeitou haver contradição entre defender o desenvolvimento sustentável e a exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Alcolumbre participou, nesta segunda-feira (10), da cerimônia de abertura da COP30, em Belém (PA). O senador foi questionado sobre se a exploração da Foz do Amazonas seria uma das contradições mencionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu discurso na Cúpula de Líderes da última semana.
“Estou convencido de que, apesar das nossas dificuldades e contradições, precisamos de mapas do caminho para, de forma justa e planejada, reverter o desmatamento, superar a dependência dos combustíveis fósseis e mobilizar os recursos necessários para esses objetivos”, afirmou o presidente.
“Não há contradição”, afirmou Alcolumbre. “Todos os outros países do mundo que estão presentes na COP utilizam da exploração e da pesquisa de petróleo para bancar a transição energética e a margem equatorial será mais um exemplo deste para o nosso país”, disse.
A Petrobras informou no final de outubro, semanas antes do início da conferência sobre mudança climática da ONU, que recebeu a licença de operação do Ibama para a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, na Margem Equatorial.
“O Brasil é um exemplo para o mundo do ponto de vista de preservação ambiental. Nenhum outro país preserva mais de 60% do seu território como o Brasil preserva. E o Amapá é um exemplo disso”, disse Alcolumbre.
“Esse é o ponto de equilíbrio que a gente quer debater nesta COP: garantir o financiamento para proteção dessas famílias e, ao mesmo tempo, entender que só assim vamos manter a preservação ambiental do Brasil”, afirmou.